Atestado de honestidade no camarote da cartolagem do Corinthians

Ontem (29), num dos camarotes VIPS da Arena de Itaquera, uma imagem definiu, em exemplo, os importantes laços que ajudam a administrar o Corinthians há quase quinze anos.
Agachados, lado a lado, como se componentes de uma equipe de futebol, estavam Ademir Benedito e Alexandre Husni.
O primeiro, desembargador de justiça no TJ-SP; o segundo, bacharel em direito que, recentemente, confessou compra de sentença de magistrado.
Disse, tempos depois, tê-lo feito porque foi chantageado.
Não há razões para se duvidar.
Ambos revezando-se, a cada gestão, em cargos importantes dos bastidores alvinegros, seja no Conselho Deliberativo ou no CORI, órgãos responsáveis pela fiscalização da diretoria.
Desde que o grupo chefiado por Andres Sanches assumiu o poder em Parque São Jorge, assim como ocorre no Governo Bolsonaro, nunca houve caso de corrupção no Corinthians.
A comprovação maior é a presença das duas citadas personalidades num camarote de conselheiros simpáticos à diretoria.
Praticamente um atestado de honestidade.
Seriam capazes um magistrado, além do companheiro de conselho – triste vítima de achaque da banda podre da Justiça – de frequentarem ambiente contaminado por gestores suspeitos?
Acreditamos que não.
Que os hábitos destes senhores, principalmente a comovente empatia do desembargador com o colega chantageado – a bem da verdade compartilhada pelos demais membros do judiciário ligados ao Corinthians, sirvam de exemplo aos demais clubes brasileiros.
