Erro de Juvenal Juvêncio começa a prejudicar o São Paulo

Embora tivesse boas intenções quando tentou reaproximar Carpegiani e Rivaldo após o estremecimento claro de suas relações, Juvenal Juvêncio cometeu um equívoco inaceitável para alguém com tanto tempo de futebol.

Óbvio que a gravidade das declarações públicas das duas partes inviabilizaria qualquer tipo de reaproximação.

Após vencer as primeiras partidas do Brasileirão, o treinador encontrou a força necessária para barrar da equipe, silenciosamente, seu desafeto.

Porém, foi na ausência que o “mito” Rivaldo, um dos maiores jogadores de todos os tempos, tratou de ganhar ainda mais força.

O torcedor tem em sua memória o jogador espetacular que sempre foi e, fora da equipe, Rivaldo consegue esconder que seu corpo não possui mais condições de atuar em alto nível.

Com a chegada da má-fase, qualquer opção de banco terá seu nome gritado pelo torcedor, ávido por soluções imediatas.

Rivaldo passa a ser lembrado pelo que já foi um dia, na esperança de que ainda possa fazer o que nunca mais fará.

Cria-se um problema para o treinador, que, no meio de uma fase ruim, pressionado, coloca o desafeto em campo, até torcendo para que dê certo, mas com a certeza de estar fazendo o que não acredita.

Situação que poderia ter sido evitada se Juvenal tivesse tomado a decisão correta, afastando um deles, ou até os dois, no momento adequado.

 

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