Por que o Timão não é um Santos ?
É de conhecimento público que as condições de captação de recursos do Corinthians sempre foram muito maiores do que a do Santos.
Tem a torcida maior, conta com a simpatia de grande parte da imprensa, recebe os maiores valores em quase todos os principais contratos, seja em direitos de televisão, até nos patrocínios de camisa.
Com todas estas facilidades, bastaria uma gestão minimamente competente para que o Timão pudesse, de fato, não apenas na conversa, tornar-se uma grande potencia no futebol mundial.
Mas, nos últimos anos, esteve muito longe de atingir esse objetivo.
Traçamos um paralelo da gestão Andres Sanches, no Corinthians, com a de Luis Álvaro de Oliveira, no Santos, que trabalha com recursos muito menores, além de, assim como o dirigente corinthiano, também ter herdado uma gestão problemática de seu antecessor.
Andres Sanches assumiu a presidência do clube em setembro de 2007, com a promessa de “Renovação e Transparência.”
Contratou, até então, mais de 150 jogadores no departamento de futebol profissional, conquistando dois títulos: paulistinha e Copa do Brasil, porém, sofrendo duas humilhações, o rebaixamento à segunda divisão, em 2007, e a eliminação ainda na fase Pré-Libertadores, para o Tolima, pior campanha da história de um clube brasileiro no torneio.
Luis Álvaro de Oliveira assumiu a presidência do Peixe apenas no final de 2009, dois anos após o presidente corinthiano.
Porém, mesmo com essa diferença de tempo, suas realizações foram bem mais relevantes, fruto de uma postura profissional mais qualificada.
Priorizou a categoria de base, manteve seus principais jogadores no elenco, e contratou levando em consideração critérios técnicos, não apenas financeiros.
Com dois anos a menos de gestão que o presidente corinthiano, foi campeão de dois paulistinhas (2010 e 2011), uma Copa do Brasil (2010) e, recentemente, da tão sonhada Libertadores da América, podendo ainda, no final do ano, lutar pelo título mundial.
Esta é a diferença de uma gestão profissional, para outra absoltamente desastrosa.
Se, nos bastidores do esporte, Luis Álvaro e Andres Sanches não são exemplos de ética e compromisso com a verdade, pelo menos, em matéria de administração, o santista demonstrou, não apenas ser melhor preparado, como possuir mais respeito pelas finanças do clube.
Talvez porque, em sua vida particular, tenha boas fontes de renda, enquanto o corinthiano tem como entrada de recursos única e exclusivamente as “taxinhas” proporcionadas por transações realizadas no submundo do futebol.
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