Corinthians tem receitas executadas para quitar dívida de R$ 1,2 milhão com a Turbo Sport

Vocês se lembram daquele caso em que o presidente do Corinthians, Andres Sanches, emitiu um cheque sem fundo para a Turbo Sport, no valor de R$ 850 mil, referente à venda do lateral Andre Santos para a Turquia ?

Negócio que foi intermediado à época por Oliverio Junior, que era assessor de imprensa de ambas as partes.

Logo depois descobrimos que todos os cheques emitidos pelo clube precisam conter duas assinaturas, a de Andres, como presidente, e também do diretor financeiro Raul Correa da Silva.

De maneira claramente deliberada, a Turbo Sport recebeu o documento contendo apenas a rubrica do presidente, sendo vítima de ato de má-fé.

O cheque foi depositado, voltou, e a empresa entrou com processo, nº 0209102-29.2009.8.26.0008, contra o Corinthians.

No início de 2010, em janeiro, o clube foi condenado a pagar o valor do cheque, com as correções do período pendente.

O Corinthians entrou com recurso, que foi indeferido pela justiça.

Passou-se então para a execução da dívida, R$ 1,2 milhões, fora as custas processuais.

Na última sexta-feira (4), a justiça mandou bloquear toda a entrada de dinheiro do clube (rendas, negociações de atletas, etc.) ordenando que os valores sejam repassados a Turbo Sport até que se atinja o montante devido.

Desesperado, o Corinthians tentou impedir o bloqueio, oferecendo a “Fazendinha” para penhora.

Mais uma vez o pedido foi indeferido.

Ou seja, Andres Sanches deu calote em seu parceiro comercial, quando cobrado pagou com cheque sem assinatura, foi processado, perdeu, e , na tentativa de jogar a dívida para a próxima gestão, tentou ainda indisponibilizar, na justiça, o patrimônio do clube.

Nem Dualib ousou tanto.

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