Avalista do Morumbi foi condenado por fraude
As mentiras proferidas por dirigentes do São Paulo sobre o “Caso Morumbi” têm ocasionado desespero em muitos torcedores que acreditaram em tudo que era publicado na imprensa.
Incitados por jornalistas “oficialistas”, atacam aqueles que durante todo o tempo trataram de publicar a verdade.
É o que faremos novamente nas linhas abaixo.
No crepúsculo do prazo dado pela FIFA para que o São Paulo apresentasse garantias financeiras das obras que prometera realizar, o clube relacionou, em nota oficial, o nome de algumas empresas.
Tirando a Camargo Corrêa, que já era esperada, até pelo relacionamento próximo com a campanha política de Marco Aurélio Cunha, fato que terminou em condenação na justiça por doações ilegais de campanha, o nome de uma instituição bancária me chamou a atenção.
O BANCO RENDIMENTO foi citado como um dos que garantiria o empréstimo do clube junto ao BNDES.
Sempre desconfiado, este blog foi atrás de obter maiores informações sobre este banco, desconhecido de grande parte da população brasileira.
E elas não são nada confiáveis.
O banco não possui agências, apenas um escritório nos Jardins.
Na verdade, opera como uma corretora de compra e venda de moedas estrangeiras, negócios realizados exclusivamente pela internet.
Os valores são retirados e entregues à domicílio, por meio de agentes enviados pela instituição.
O mais interessante é que o patrimônio declarado do BANCO RENDIMENTO é de apenas R$ 50 milhões.
Se os valores divulgados pelo São Paulo, próximos dos R$ 250 milhões, que seriam emprestados junto ao BNDES, forem verdadeiros, significaria CINCO VEZES mais sobre o total do patrimônio da empresa que seria, segundo o próprio Tricolor, avalista da operação.
Evidente que esta história está mal contada.
Para piorar ainda mais, no último dia 12 de maio, o jornal “O Globo”, publicou que o BANCO RENDIMENTO foi punido pelo CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por FRAUDE na operação de Dólar futuro.
Segundo o CVM, o BANCO RENDIMENTO e mais outros 16 condenados, realizaram uma série de operações no mercado futuro de dólares com o objetivo “fabricar” lucro para quem lançava os contratos e prejuízo para quem os adquiria.
Digamos que com estas “garantias” dificilmente o BNDES se sensibilizaria para emprestar sequer um real ao projeto do Morumbi.
Pior do que não conseguir dinheiro para as obras é apresentar parceiros complicados apenas para dar uma satisfação ao público de suas próprias mentiras.

