O golpe da Arena

Não é de hoje que falamos sobre o péssimo acordo firmado pelo Palmeiras com a WTORRE.

Muito pior do que o que foi recusado pelo Conselho do Corinthians, anos atrás, quando, associada a Alberto Dualib, Nesi Curi e Edgard Soares, a construtora deu início a sua primeira tentativa de ganhar dinheiro fácil.

Sempre dissemos que esta Arena dificilmente sairia do papel.

Levamos em consideração o bom senso dos dirigentes palmeirenses e as informações desabonadoras – financeiras e de mercado – que recebemos sobre a WTORRE e seu proprietário.

Me causa estranheza que ainda insistam neste assunto.

Não é verdade que a reforma sairá a custo zero para o clube.

Mente quem faz esta afirmação.

A obra está orçada em R$ 350 milhões.

Somente com a negociação de cadeiras cativas, a WTORRE já terá obtido R$ 50 milhões de lucratividade, em apenas 10 anos, valor que já cobrirá todas as suas despesas.

Vale lembrar que o contrato prevê 30 ANOS de exploração.

Além dos R$ 400 milhões pelas cativas,  nos primeiros 10 anos,  há ainda os cerca de 250 camarotes que não entraram nesta conta, com preços ainda a serem definidos pela construtora.

Ou seja, mais alguns milhões de reais que entrarão na conta de Walter Torre Jr.

Nem falamos ainda da porcentagem da renda que deverá ser repassada pelo clube, como se fosse um aluguel, sob pretexto de contribuir para a manutenção do empreendimento.

Existe ainda a possibilidade de receber uma partida de Copa do Mundo ou, pelo menos, servir de base para a Seleção Italiana.

Situação que faria os valores dos camarotes dispararem ainda mais, além, é claro, do que será arrecadado com publicidade.

Na verdade, a obra sairá por valores ainda impossíveis de serem calculados, que deixarão de entrar no Palmeiras e, em alguns casos, sairão do caixa do clube, durante longos 30 anos.

A WTORRE, espertamente, cria a ilusão de que colocará R$ 350 milhões de seu bolso, mas não faz a conta de quanto realmente custará a Arena para o Palmeiras.

Porque, evidentemente, os valores citados acima, ao deixarem de ser contabilizados pelo clube, e repassados para a empresa, tornam-se pagamentos pelos serviços prestados.

O Palmeiras pagará por uma reforma, no final, o equivalente à construção de dois estádios novos.

Há quem diga ainda que é um bom negócio.

Só se for para a construtora…

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