São Paulo pressiona Governo do Estado por Morumbi
Dirigentes do São Paulo enviaram para a FIFA mais um DVD contendo novas alterações para que o Morumbi possa se adequar ao caderno de encargos da entidade.
Mas antes disso, na última terça-feira, apresentaram o mesmo “filme” para representantes do Governo paulista.
Foi uma reunião tensa, onde os Tricolores explicaram que o novo projeto atendia tudo o que a FIFA exigia – de fato atende – mas que o clube não tem condições financeiras de realizá-lo.
Ou seja, o São Paulo enviará promessas para a entidade, mesmo sabendo que não tem condições de cumpri-las.
É um jogo perigoso e que pode ter conseqüências muito ruins para todos.
A discussão na sede do Governo foi muito grande.
É do dinheiro destinado ao Metrô que os dirigentes tricolores tentam realizar a captação de recursos.
Querem que um aditamento seja feito para que o órgão arque com o custo de diversas reformas, entre elas, o estacionamento para cerca de 4 mil veículos à porta do estádio, porém, cerca de 2 km longe da estação mais próxima, ainda a ser construída.
Depois, terão que desapropriar residências próximas ao Morumbi, em uma difícil e cara iniciativa, para construírem uma rampa de acesso do estádio, que seria “disfarçada” de via pública comum.
Sem estas alterações, que fazem parte também do que será mostrado à FIFA neste novo projeto, de nada adiantará reformar a parte interna do estádio, que tem custo total avaliado em mais de R$ 500 milhões, elevando o valor total da empreitada para mais de R$ 1 Bilhão.
Sem dúvida alguma, quase que irrealizável.
O Metrô se negou a atender aos pedidos do clube.
Seus dirigentes saíram da sala ofendidos com a pressão recebida e podem entrar em rota de colisão com o novo Governador, Alberto Goldman, se este resolver interceder.
Embora informações dêem conta de que não pretende fazê-lo.
Somente a injeção de dinheiro público pode viabilizar o novo projeto do São Paulo.
A verdade nunca esteve tão clara.

