Colunista da Folha em apuros
Por ALBERTO DINES
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Não são poucos os jornalistas que se sentirão aliviados no dia em que a Folha de S.Paulo anunciar que José Sarney, seu colaborador das sextas-feiras, licenciou-se, aposentou-se ou ganhou o Nobel de Literatura e, por isso, deixará o jornal.
O vexame não atinge apenas os jornalistas que trabalham na Folha, familiarizados com a simbologia da Página 2, onde germinou a extraordinária ascensão do jornal em junho de 1975. A presença de Sarney nesta página é afronta gremial, corporativa, mexe com os brios dos profissionais brasileiros empenhados em fazer do jornalismo o ofício da decência e da consciência.
Apesar do maciço monolitismo que domina a grande imprensa, a Folha de S.Paulo conseguiu a façanha de ficar sozinha no incrível apego ao ex-presidente da República. Em apenas cinco meses, depois de uma controversa carreira de mais de meio século, o senador converteu-se em unanimidade nacional: o mar de lama que afoga nosso Legislativo é fruto da sua leniência e da sua complacência com a malfeitoria e a prevaricação.
A direção da Folha sabe disso, há tempos admite que a permanência de Sarney no seu quadro de colaboradores e amigos respinga na sua imagem nódoas indesejáveis, compromete a sua história, coloca suspeições onde só deveria existir transparência.
Os responsáveis pelos destinos da Folha, agarrados às birras juvenis, perderam uma magnífica oportunidade de dissociar-se da figura de Sarney em fevereiro, quando foi novamente alçado à presidência da Câmara Alta e à chefia do Legislativo. Outros colaboradores com currículos mais respeitáveis e em posições potencialmente menos conflituosas foram afastados sem dor, com naturalidade. Sobretudo sem ruído.
Atração fatal
No caso de Sarney, há uma estranha e perturbadora atração, verdadeira atração fatal: o jornal que se jacta de ter o rabo preso com o leitor tem o dito-cujo preso com o destino do parlamentar que no momento encarna a degradação do processo político.
Os estrategistas da Folha imaginaram que seria possível mantê-la distante das estripulias do senador. Quando os seus concorrentes Estado de S.Paulo e, logo em seguida, O Globo começaram a desvendar a incrível novela dos atos secretos, evidenciou-se que a Folha – como, aliás, era previsto – encalacrava-se junto com o seu dileto articulista.
O furo com a denúncia dos 300 atos clandestinos coube aos repórteres Rosa Costa e Leandro Colon, do Estadão, na quarta-feira (10/6). Surpreendidos, Folha e Globo entraram com naturalidade no assunto na edição seguinte (quinta, 11/6). Vocacionada para protagonismos, imaginava-se que a Folha logo trataria de ultrapassar o Estadão.
Quem se juntou ao Estadão foi O Globo, na sexta-feira (12/6), em reportagem de Gerson Camarotti: os atos secretos não eram 300, mas quase o dobro – 500. A Folha ficou visivelmente para trás. Neste dia, na discreta chamada na capa, o jornal explica que uma comissão examina desde 1995 os privilégios produzidos pelos atos secretos.
Sarney fora da pauta
Para disfarçar o desconforto, a Folha opinou no sábado, mas distanciou o escândalo da pessoa de Sarney: “Senado secreto” foi o título do principal editorial da Página 2. O nome do fiel colaborador não aparece uma única vez, embora aparecesse com destaque no noticiário dos dias anteriores.
O Estadão também opinou no sábado, mas ao contrario da delicadeza do concorrente entrou de sola com um editorial sob o título “Corrupção secreta”. O envolvimento de José Sarney é detalhado num extenso parágrafo.
Quem tocou na complicada relação de Sarney-Folha foi o colunista Clóvis Rossi, o mais antigo da Página 2, que na edição de domingo (14/6) desculpa-se pelo atraso em entrar no assunto:
“A demora não se deve, creia-me [dirigindo-se ao leitor], à preguiça, à desatenção ou ao desejo de preservar o colega do espaço ao lado nas sextas feiras, o senador José Sarney, ao contrário do que suspeitam alguns leitores.”
A demora deveu-se, segundo o jornalista, à incredulidade:
“…o que há mais para dizer sobre um caso destas proporções? Xingar a mãe?”
O libelo encerra-se com dinamite pura:
“O pior é que não tem saída, porque a saída depende dos próprios senadores, cúmplices, por ação ou omissão, do aparelho clandestino que era uma Casa de Leis”.
Sarney está ferrado: a Folha jamais admitiria desvencilhar-se de um incômodo parceiro apenas para satisfazer “alguns leitores” exigentes e inconformados. Agora, com o decisivo empurrão assinado e avalizado pelo mais antigo articulista da Dois, está armado e acionado o cronograma para a saída de José Sarney da Folha de S.Paulo. Aleluia!
Clóvis Rossi merece um prêmio pela façanha.

O Rossi eh o cara mesmo.
Texto irrepreensível, exceto pela última frase.
Rossi não merece prêmio, pois não é nenhuma façanha declarar o óbvio uLULAnte sobre o oligarca maranhense, mesmo na Folha, que insistia em sua coluna insípida.
E se for ‘façanha’, lamento pelos leitores do jornal, pois daí o compromisso principal não é com estes, mas com colegas de coluna.
A contagem regressiva para que a FOLHA vire um tablóide irrelevante continua a passos largos. E eles vão morrer abraçados com essa turminha aí…
A Folha perde credibilidade a cada dia que passa.
Falando somente em fatos recentes, a Folha, em conluio com o Senador Álvaro Dias, vazou o tal dossiê FHC e tentou atribui-lo à Dilma Roussef.
Chamou a ditadura de “ditabranda”.
Ao negociar a renovação do contrato do ex-ombudsman Mário Magalhães, impôs como condição a não publicação de críticas de leitores com relação a matérias tendenciosas que a Folha insiste em publicar, destacando que o ex-ombudsman era crítico ferrenho da relação incestuosa que a Folha mantém com membros do Congresso, especialmente os “filhotes da ditadura”.
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Tentou fazer campanha para a censura do blog da Petrobrás, o que poderia abrir caminho para a censura de outros blogs, bem como de outros conteúdos na internet.
Dezenas de jornalistas foram mortos, presos, torturados, etc. por lutarem contra a ditadura militar.
A ditadura militar acabou e agora os órgãos de imprensa ocupam esse vazio com a ditadura mercadológica, ideológica e editorial.
O que estariam pensando esses jornalistas agora? Foi por isso que lutaram?
Na verdade o destino da Folha, entre outros jornais, será o de servir de embrulho de cachos de bananas. Isso o jornal de domingo, que, por enquanto, é o mais volumoso.
uando haverá uma ação semelhante para expulsar o velho pilantra também da página que ocupa às sextas-feiras no centenário Jornal do Brasil? Já não basta aos leitores do JB o fardo insuportável de aturarem o Zé Dirceu?
uma das coisas mais nojentas que já vi na vida foi o discurso desse pulha ontem. sarney: o maior CRÁPULA da política nacional. pior que ele só o POVINHO DE M… que vota numa imundície dessas.
Se vc prestar atenção a Folha evita de criticar este crapúla dono do Maranhão e do Senado Brasileiro, por motivos obvios, agora falando em futebol o jornal Lance, tem a mesma postura em se tratando do SPFC, no qual todos sabem são parceiros comerciais, por que até hoje vc não criticou esta postura do jornal.
PORQUE SOH RESOLVERAM ABRIR A BOCA AGORA QUE JOGARAM A MELECA NO VENTILADOR ???
PERGUNTA PRA QUEM EH DO MARANHAO OU DO ACRE, DOMICILIOS ELEITORAIS DA SUA FAMILIA E DELE, QUEM EH ESSE VELHO DESGRACADO.
SEM EXAGEROS, SUSPEITA-SE QUE ATEH MORTE DE CRIANCAS SAO ENCOMENDADAS PELO VELHO COMO OFERENDA PRA SEUS GUIAS…
OUVI DA BOCA DE UM COLEGA QUE TRABALHA EM SAO PAULO E MOROU EM SAO LUIS POR MUITOS ANOS.
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E falando em oferendas aos guias.E aquela que ele fez em um avião em pleno voo?
Sai de baixo!!!
Ô véio loco!!!
A presença do sarney no jornal é uma afronta maior que os carros da empresa emprestados para os torturadores durante a ditadura militar?
Diz aí: O QUE ESPERAR DE UM JORNAL QUE DIZ EM UM EDITORIAL QUE A DITADURA FOI UMA “DITABRANDA”??!!!?!??!?!??!?!? Essa é uma das muitas barbaridades que a Folha faz ou diz.
Como um crápula desses ainda consegue uma vaga na Academia Brasileira de Letras?
Ele acha que basta combater a Ditadura Militar (como de fato fez), pode estar acima do bem e do mal, e fazer o que bem pode?!
É o fim da picada!
Argh! Sarney grande câncer da politica brasileira.. protegido por um dos maiores jornais do mundo…COM A PALAVRA O PESSOAL DA FOLHA SEMPRE COMBATIVO E TRANSPARENTE…..
VAMOS FALAR SOBRE O MAFIOSO…E SUA FALCATRUAS…
Depois desta Paulinho, espero que vc deixe de postar matérias do painel de esporte da Folha, pois esta matéria só vem corrobar a INDEFECTIVEL PARCIALIDADE DA FOLHA….
AHHHH, QUASE ME ESQUECO.
ADVINHA QUEM FEZ PARTE DO MINISTERIO DA ECONOMIA NO TEMPO DO SARNEY ? A EPOCA DA HIPERINFLACAO…
ELE MESMO, O ZELADOR DA CASA DE TOLERANCIA.
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