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Juca Kfouri em vermelho, azul e preto

 

Por Paulinho

 

(JK em vermelho, Sergio Alvarenga em azul, Paulinho em preto)

 

 

FRANCO MONTORO , saudoso governador de São Paulo, dizia que, quando você não gosta de ninguém numa eleição, deve votar naquele que seja o menos ruim.

Com o devido respeito ao saudoso Governador, a frase é mero exercício de retórica. “Menos pior”, na essência, é exatamente a mesma coisa do que “melhor”. Afirmar que algo é melhor não significa falar que seja bom. É apenas o resultado de uma comparação.

Espirituoso o Dr. Sergio Alvarenga, principalmente porque, em minha opinião, ele está do lado “mais pior”, que na essência significa o PIOR.

É exatamente como vejo a eleição presidencial no Corinthians, a primeira com os sócios, cerca de 10 mil, votando diretamente para presidente, o melhor passo dado pela atual gestão, embora, é claro, seja muito pouco sócio para expressar de fato a opinião da Fiel.

De fato, dez mil associados é um número muito pequeno. Razão pela qual a chapa “Renovação e Transparência”, de forma expressa, inseriu em seu projeto de gestão a realização de campanha para aumento do quadro social

Dr. Alvarenga tem razão. A chapa “Contravenção e Transparência” fez grandes esforços para aumentar o número de associados. Foram 2.500 acrescidos por FRAUDE. Cerca de 450 deles já impugnados pela comissão eleitoral.

Muita gente tem estranhado que, neste espaço, um corintiano tenha apoiado com entusiasmo a candidatura de Luiz Gonzaga Belluzzo à presidência do Palmeiras e se cale diante da eleição alvinegra.

Pois o silêncio está quebrado antes da eleição neste sábado.

Era realmente estranho.

Existem muitas coisas “estranhas” no comportamento dos advogados egressos do Largo São Francisco 

Mas não há nenhum Belluzzo na eleição corintiana, infelizmente.

Ainda bem que não há. Belluzo é palmeirense.

Dr. Sergio Alvarenga continua espirituoso. Sabe bem que a definição do Prof, Belluzzo neste caso nada tem a ver com a equipe que torce. É evidente que se fala em capacidade administrativa e HONESTIDADE. Quem dera o Corinthians pudesse ter o Prof Belluzzo no comando.

Agora, depois de saber que o presidente do clube desviava atletas para o PALMEIRINHA DE PORTO FERREIRA, acredito que o Dr. Sergio Alvarenga deveria pensar melhor antes de falar sobre o arqui-rival. Pode causar constrangimento para o seu “patrão”

Na verdade, aliás, tanto na chapa da situação quanto na mais cotada da oposição, há dois candidatos à vice-presidência mais palatáveis que os candidatos à presidência, caso de Manoel Cintra, na chapa de Andrés Sanchez, e de Roque Citadini, na de Paulo Garcia.

Discordo da opinião. Mas opinião cada um tem a sua.

Só não sei com base em que o Juca afirma ser a chapa de Paulo Garcia a “mais cotada” da oposição.

Dr. Sergio Alvarenga anda com a memória curta. Nas ultimas eleições a diferença foi de apenas 17 votos…

Porque Sanchez marcou sua gestão pela estupenda reforma do estatuto e pela obrigatória volta à Série A nacional, sem cumprir a maior parte das promessas que fez, sem honrar a transparência que apregoou, cercado de contraventores que passaram a ser seus porta-vozes e incapaz de conduzir o time de futebol à superação, que seria a conquista da Copa do Brasil.

Agradecemos o elogio acerca do Estatuto. Embora tenha sido uma construção de uma comissão independente, Andrés Sanchez foi o único dos hoje candidatos que se manifestou abertamente pelas eleições diretas.

Paulo Garcia, a exemplo do que fez o General João Batista Figueiredo, dizia que o associado não estava pronto para votar. Há gravação em vídeo neste sentido.

E Omar Stábile propôs, formalmente, uma forma híbrida, na qual o Conselho Deliberativo faria uma eleição prévia e apenas os dois mais votados iriam para a Assembléia Geral. Proposta que, a julgar pela última eleição, o tiraria do pleito de amanhã.

Ademais, o estupendo Estatuto repete, na sua maior parte, o projeto que o grupo “Renovação e Transparência” já apresentava há 03 anos.

O retorno à série A era, de fato, obrigatório. E assim sempre foi tratado.

Como o artigo se omite na especificação, não há como rebater a alegação de que a gestão não teria cumprido a maior parte de suas promessas.

A afirmação de que a transparência não foi honrada não se sustenta. O site do clube, com informações em grande quantidade, é um exemplo a ser seguido. E, ademais, ainda que não fosse por vontade própria, o patrulhamento da imprensa e da oposição é tão grande que nada, absolutamente nada permanece em sigilo no Corinthians. Nem aquilo que, legalmente, deveria prevalecer.

Sobre os contraventores que seriam porta-vozes do Presidente, o artigo, mais uma vez, vale-se da péssima prática de não ser específico. Em muitas oportunidades, no que diz respeito a minha área de atuação, sou o porta-voz da gestão. E, asseguro, não sou contraventor. Creio que a referência não seja para mim. Até porque, se acreditasse no inverso, a hipótese seria de interposição de queixa-crime pela prática do crime de injúria. Aliás, talvez seja por este temor a opção de não nomear os alvos do ataque. Opção que tem a péssima e injusta conseqüência de permitir que o leitor estenda suas conclusões a todos, inclusive a mim.

Quanto a Copa do Brasil, o argumento é um sofisma. O mais correto seria alegar que o Presidente Andrés Sanchez levou um time desacreditado, recém montado, à final da Copa do Brasil

Dr. Sergio Alvarenga,o senhor dizer que não sabe que Andre Negão e Jaça são BICHEIROS chega a ser um atentado à inteligência ou até falta de respeito com o associado do clube. Até as arvores do Parque São Jorge já presenciaram o fato.

Não quero acreditar que um advogado de seu nível seja conivente com esse tipo de gente..

A aventura Ronaldo é ainda uma enorme interrogação e a falta de patrocínio preocupa, embora possa ser anunciada, dizem, a qualquer momento, até como golpe eleitoral.

De fato, hoje, Ronaldo é uma interrogação. Mas, a julgar pelo seu histórico será, em breve, uma exclamação.

A falta de patrocínio preocupa, é verdade. Mas caso seja concretizado, não se pode deixar de divulga-lo por receio de que se entenda como golpe eleitoral.

Dr. Sergio Alvarenga, o senhor tem razão. O caso “Ronaldo” já é uma “exclamação”. Principalmente quando sabemos que o presidente do clube, seu patrão, sai com ele para a noitada e termina realizando visitas de “beija mão” na quadra dos Gaviões da Fiel. Quanto ao patrocino, há que se divulgar a facilitação que a Medial Saude, parceira de Luis Paulo Rosenberg,vem recebendo de sua diretoria. Também há que de se divulgar os R$ 3 milhões de Reais que o clube deixou de arrecadar com a falta de patrocínio nos últimos dois meses.

Na oposição, uma das chapas, a de Osmar Stábile, é tão inexpressiva que parece de aluguel, para enfraquecer a que teria chance.

Também acho a chapa inexpressiva. Mas não é de aluguel. Embora, reconheça, a tática desesperada de fazer ataques vazios, imbecis, ridículos, prontamente desmentidos, tem sido favorável a Andrés Sanchez.

Mas insisto: não é aluguel. É incompetência e desespero mesmo.

De incompetência não posso discutir com o senhor. Sua diretoria é especialista no assunto.

Sim, registre-se que a situação é favorita disparada.

Não tenho a certeza. Acreditar nesta afirmação só serviria para desmobilizar o grupo.

Seu grupo está bem mobilizado. Mané da Carne agrediu uma conselheira domingo. Andre Negão continua obrigando funcionários a vestirem as camisetas patrocinadas pelo BICHEIRO Jaça. Os Torcedores Organizados, orquestrados por Raul Corrêa da Silva, prometem agredir os que forem contra seu patrão. Está tudo correndo conforme o script.

A chapa de Garcia prima por ser inodora, que não fede, o que é ótimo, mas também não cheira.

Temos olfatos diferentes. Sinto odores desagradáveis.

De odores desagradáveis o senhor realmente entende. Não deve ser fácil conviver com tanta gente de “bem” como existe em sua diretoria.

Garcia, com quem tive, há 21 anos, séria divergência no campo de seu comportamento pessoal e que acabou com vitória minha na Justiça, sem dúvida amadureceu muito de lá para cá.

Para não repetir o que critiquei, serei específico quanto aos maus odores: a) o absurdo dinheiro gasto na campanha, com brindes caros e anúncios em jornal; b) consta, até, que estaria alugando ônibus para levar associados ao clube amanhã, em uma espécie de voto de cabresto; c) o fato, já mencionado, de ser contra as diretas; d) o fato de ter votado pela aprovação das contas do ex-Presidente, que acabaram rejeitadas no Conselho; e) o fato de estar cercado por todos os mais fiéis auxiliares do ex-Presidente.

Parece ser suficiente para torcer o nariz.

Engraçado, e o fato de terem apoiado a parceria com a MSI, não lhe fez torcer o nariz ? E as negociações de atletas com pagamento de 18 % de comissão ? E o dinheiro de Kia e da contravenção financiando a campanha do atual presidente ?

Olfato “seletivo” o seu, hein ?

E está repleto de boas intenções, além de ter, como Sanchez, um vice (com quem me dou bem) de respeito e muito mais enfronhado nas coisas do clube. Porque, enquanto Cintra respira o banco que preside, Citadini transpira corintianismo não é de hoje e teve, diferentemente de Sanchez, Cintra etc, a coragem e a clareza de se opor à MSI.

De fato, Citadini se opôs à MSI. Mas jamais se opôs ao ex-Presidente. Ao contrário, foi eleito Presidente do Cori pela chapa “Modernidade e Trabalho, com Dualib“.

Dr. Alvarenga. Seu presidente combinou depoimento com Dualib…

O leitor que não é bobo nem nada já percebeu qual seria a minha escolha caso eu fosse votar, coisa que posso fazer, por ser sócio remido benfeitor, por arte e graça dos tempos da “Democracia Corinthiana”.

Percebi. E lamento.

Sobre os associados remidos, sempre externei publicamente minha opinião: não ajuda o clube em nada.

Os torcedores organizados, sócios ou não, é que “ajudam” o clube…

Só que não irei, porque, se Franco Montoro tinha razão, mais certo ainda está o regime que não obriga ninguém a votar, um alívio quando não há entusiasmo.

Por tudo que argumentei, fico feliz com sua ausência.

Assim como fica feliz com a presença de Andre Negão, Jaça, Mané da Carne, Arizão, Waldir Coxinha, Cacilda da Fofoca…

Além de ajudar na independência crítica, algo que até o professor Belluzzo está cansado de saber, porque passou a ser alvo.

Ele que ouviu de Lula um alerta, sobre o pantanoso mundo do futebol: “Cuidado, se distinga”, disse o presidente.

Que, no entanto, contemporiza. Por quê?

        Como corinthiano, agradeço à sua independência crítica.

        Dr. Sergi Alvarenga, como corinthiano lamento a sua omissão aos desmandos da atual diretoria.

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24 comentários sobre “Juca Kfouri em vermelho, azul e preto

  1. Evandro Meireles

    Quer dizer então que se dependesse o Sérgio Alvarenga os Remidos seriam exterminados do Clube, pq eles não ajudam em nada?

  2. ÓLIVER

    PAULINHO , ESSES QUE VC DIZ ** BICHEIROS ** SÃO ** BANQUEIROS ** , O QUE É MUITO DIFERENTE …. PELO HISTORICO A GRANDE MAIORIA DE BANQUEIROS (IVO NOAL , ANISIO , CASTOR DE ANDRADE ETC…. ) ESTÃO ENVOLVIDOS COM OUTROS TIPOS DE CRIMES , DOS PIORES POSSIVEIS ( CONTRAVENSÃO ) , COMO O NOME JÁ DIZ NÃO É CRIME , SERIA O MESMO QUE DIRIGIR UM CARRO , PILOTAR UMA MOTO SEM HABILITAÇAO … ACHO QUE VC ERRA NESSE SENTIDO PORQUE SER CAMBISTA (BICHEIRO) OU APONTADOR DO JOGO, NAO QUER DIZER QUE A PESSOA NAO SEJA DO `BEM´ COMO VC MESMO DIZ , SO ESCREVI PQ ACHO Q GENERALIZAR DESSE JEITO NAO ESTA CORRETO …

    Paulinho: Os citados são BANQUEIROS do BICHO

  3. Alvaro

    de só uma olhada nisso

    Stábile cobra transparência, fala de poder paralelo e leva ‘bronca’ de Andrés
    Candidatos fazem debate acalorado, com troca de farpas e perguntas mais incisivas. Atual mandatário chama adversário de despreparado

    Osmar Stábile: Qual o grande diferencial de seu projeto de gestão à frente do Corinthians nos próximos três anos?

    Andrés Sanches: O grande diferencial de meu projeto é o resgate da identidade corintiana e as pessoas que coloquei e continuarão trabalhando nos diversos departamentos. São pessoas técnicas, expoentes em suas respectivas áreas de atuação. A qualidade dos recursos humanos que estão comigo é o que mais me diferencia das outras chapas.

    Osmar Stábile: Por que as melhorias visando os associados iniciaram somente nas últimas semanas dentro do clube?

    Andrés Sanches: As melhorias para os associados começaram no dia 10 de outubro de 2007, dia em que assumi esse mandato tampão. Desde a parte social até a estrutura dos departamentos de esportes terrestres e aquáticos. As melhorias estão pelo clube todo. Só não vê quem não quer.

    Osmar Stábile: Dada a “transparência” que prega, como foi a negociação dos atletas Jô, Carlão e Roger?

    Andrés Sanches: Todos os casos já foram devidamente explicados. Em relação ao atleta Jô, o Manchester City poderia adquirir os direitos federativos do CSKA sem que o Corinthians recebesse nada, posto que o Clube detinha apenas 10% dos direitos econômicos. Assim, para receber alguma coisa e pela necessidade de caixa daquele momento, o clube negociou seu percentual de direitos econômicos com o empresário Giuliano Bertolucci. Em relação ao Carlão, o atleta foi negociado com o clube francês Sochaux e o dinheiro da venda foi integralmente utilizado para quitar a última parcela da dívida com o Lyon. Já o Roger foi emprestado para o Qatar até o final do contrato para nos livrarmos do alto salário que o atleta recebia, mesmo porque por estar nos últimos 6 meses de contrato ele já poderia assinar pré-contrato com qualquer equipe e o Corinthians não receberia nada.

    Osmar Stábile: Qual o valor da dívida total do Corinthians hoje? E qual a fórmula que acredita ser viável para saná-la?

    Andrés Sanches: A dívida hoje é de R$ 97 milhões, fechada no balanço de 31 de dezembro de 2008, dividida em R$ 29 milhões para pagamento em 2009, R$ 19 milhões para pagamento em 2010, R$ 16 milhões para pagamento em 2011 e R$ 32 milhões para pagamento de 2012 em diante. A fórmula para saná-la é manter o orçamento equilibrado e diminuir, na medida do possível, as despesas, sem comprometer os investimentos no futebol e no clube. Tal atitude já vem sendo colocada em prática pela atual diretoria.

    Osmar Stábile: Muito se fala sobre um poder paralelo dentro do clube. O que o senhor entende ser essa força?

    Andrés Sanches: Não tenho idéia. Poder é um só: a diretoria. Cada diretor manda em seus respectivos departamentos e eu mando no clube. Qualquer coisa diferente disso não existe.

    Osmar Stábile: O senhor possui algum relacionamento de agenciamento de atletas do clube ou mesmo jogadores que já passaram pelo Corinthians?

    Andrés Sanches: Não. Possuo relacionamento de amizade com vários jogadores que já passaram pelo Corinthians, mas nunca fui o agente de nenhum deles.

    Osmar Stábile: O senhor acredita que vem utilizando a “transparência”, divulgada durante sua campanha para as eleições de 2007? Dê alguns exemplos?

    Andrés Sanches: Não tenho dúvidas de que venho utilizando transparência. O maior exemplo é o site, que divulga a posição contratual dos atletas, nomes dos agentes, divisão dos direitos econômicos, etc. Isso acontece em todos os clubes do Brasil, mas só o Corinthians divulga.

    Osmar Stábile: Qual a força do empresário Carlos Leite na atual diretoria e junto da comissão técnica?

    Andrés Sanches: Ele é agente do Mano Menezes e de alguns jogadores do elenco. Essa é sua força.

    Osmar Stábile: O Corinthians não está sendo beneficiado pela Lei Agnelo/Piva. Por qual motivo nossa instituição não goza desse beneficio, já que hoje a grande maioria dos clubes o usufrui?

    Andrés Sanches: A pergunta mostra o despreparo do candidato. A Lei Agnelo/Piva destina 2% da arrecadação das loterias ao COB (85% dos 2%) e ao CPB – Comitê Paraolimpico – (15% dos 2%). Nenhum clube se beneficia ou usufrui da Lei Piva. O Corinthians, com o pioneirismo de sempre, se juntou a outros clubes para pleitear ao Governo Federal que parte das verbas dessa lei seja destinada aos clubes formadores de atletas olímpicos. Procure se informar sobre o recém-criado CONFAO (Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos). Por sua incompetência e despreparo, tomara que o senhor nunca venha a ser presidente, para o bem do Corinthians.

    Osmar Stábile: O que é Turbo Sport?

    Andrés Sanches: A empresa que adquiriu parte dos direitos econômicos do André Santos e que também tem negócios com outros clubes de futebol.

    CONFIRA TAMBÉM:

    ANDRÉS SANCHES X PAULO GARCIA

    ANDRÉS SANCHES X OSMAR STÁBILE

    OSMAR STÁBILE X PAULO GARCIA

    PAULO GARCIA X ANDRÉS SANCHES

    PAULO GARCIA X OSMAR STÁBILE

  4. Alvaro

    Garcia ataca falta de patrocínio e cobra departamento amador mais organizado
    Maior ameaça a Andrés nas eleições passadas, candidato da chapa Pró-Corinthians questionou também relação do marketing com antiga parceira

    Paulo Garcia: O que ocorreu de equivocado no planejamento, para até o momento o Corinthians não ter patrocinador na camisa?

    Andrés Sanches: Absolutamente nada. O Corinthians sabe o valor comercial de sua marca e, mesmo em tempos de crise, está negociando para fechar o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro. O planejamento está sendo seguido à risca.

    Paulo Garcia: A reforma do gramado da Fazendinha sempre foi feita ao término da temporada. Por que se deixou para ser feita só agora e por que foi paralisada? Não seria mais correto priorizar a construção do CT do Parque Ecológico?

    Andrés Sanches: A reforma do gramado da Fazendinha está inserida no contexto das melhorias que serão feitas no estádio para abrigar shows e alguns jogos de pequeno público, nos termos do contrato celebrado com a empresa Lusoarenas. O custo de tal empreendimento é substancialmente menor do que a construção do CT do Parque Ecológico e será bancado pelos investidores, que receberão à medida em que a Fazendinha trouxer recursos. Uma coisa (reforma da Fazendinha) não se confunde com a outra (construção do CT do Parque Ecológico).

    Paulo Garcia: O senhor entende que exista conflito de interesses entre a Medial Saúde e Luiz Paulo Rosenberg, já que a empresa do seu diretor de marketing presta serviços à antiga patrocinadora do clube?

    Andrés Sanches: Não existe nenhum conflito de interesses. A empresa de Luis Paulo Rosenberg prestou, no passado, consultoria e assessoria à Medial. A empresa de Luis Paulo Rosenberg não recebeu um tostão do contrato de patrocínio celebrado entre a Medial e o Corinthians, contrato este que já era o maior dentre todos os clubes no ano passado, mesmo com o Corinthians na Série B.

    Paulo Garcia: Por que o senhor manteve as mesmas pessoas que comandavam a estrutura tão viciada existente há anos no futebol amador?

    Andrés Sanches: Diversas pessoas do futebol amador foram substituídas e a estrutura bastante modificada. Outras melhorias que o tempo não permitiu que fossem feitas no atual mandato tampão, serão feitas no novo mandato.

    Paulo Garcia: Por que até agora não houve o rompimento oficial da parceria MSI-Corinthians, já que o Conselho Deliberativo assim determinou? O senhor ainda considera que a parceria foi positiva para o clube?

    Andrés Sanches: A parceria foi encerrada oficialmente por intermédio de notificação promovida em nome do Corinthians por um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil. O senhore, na qualidade de conselheiro, deveria saber disso. A parceria foi um erro. No momento da assinatura, ela se mostrava necessária para quitar dívidas de milhões de dólares deixadas por Alberto Dualib. Esse assunto o senhor deve conhecer, pois o candidato a vice em sua chapa era o vice financeiro do Dualib.

    Paulo Garcia: A política de venda picada de direitos de jogadores, no futebol profissional e amador, não estava no seu programa. Por que foi adotada?

    Andrés Sanches: Pela necessidade de caixa do clube, para honrar com compromissos assumidos e com dívidas, como a do Lyon, do Passarella e do Leão, deixadas pela administração anterior, cujas contas senhor aprovou.

    Paulo Garcia: A adoção de uma nova política de preços dos ingressos no auge da crise mundial, além de um desrespeito ao torcedor não é um erro estratégico?

    Andrés Sanches: Não é nem um desrespeito ao torcedor nem um erro estratégico. Como dito acima, o Corinthians tem hoje uma percepção exata a respeito de seu valor. Se os preços de alguns setores se mostrarem exagerados, nada impedirá a revisão dos mesmos.

    Paulo Garcia: A contração de jogadores desconhecidos para em seguida serem emprestados, a chamada “política de hóspedes”, não estava em seu programa. Ela é positiva para o clube?

    Andrés Sanches: Sem dúvida é positiva. A custo zero de aquisição e mediante o pagamento de salários adequados, estamos emprestando jogadores que, se vingarem, estarão com seus direitos econômicos vinculados ao Corinthians.

    Paulo Garcia: Quando o senhor assumiu, o clube tinha R$ 17 milhões em caixa e quase R$ 30 milhões recebíveis. Como o caixa do Corinthians estará ao fim deste seu mandato?

    Andrés Sanches: Não eram R$ 17 milhões, eram R$ 18 milhões, e foram utilizados para pagar as dívidas impostas pela FIFA (Lyon e Passarella), que se não fossem pagas sujeitariam o Corinthians à perda de pontos no Campeonato Brasileiro e rebaixamento de divisão. Para quem não acredita é só ver o que aconteceu com o Guarani, que perdeu três pontos na Série B do Campeonato Brasileiro por não pagar uma dívida na FIFA e acabou rebaixado para a Série C. Já os recebíveis de R$ 30 milhões compensaram-se com as dívidas de R$ 130 milhões. Por isso dissemos que a dívida, quando assumimos, era de R$ 101,5 milhões. O superávit do exercício de 2008 foi de R$ 11 milhões.

    Paulo Garcia: Foram constatadas irregularidades na lista de associados com direito a voto nesta eleição um mês depois que ela foi divulgada. Como se explica isso?

    Andrés Sanches: Explica-se pelas anistias que seu funcionário Rachid, então vice-presidente administrativo do Dualib, concedeu nos anos de 2006 e 2007, bem como pelas 179 anistias, sem aprovação da diretoria, que um funcionário da época do Dualib, já demitido pela autal diretoria, concedeu no começo de 2008. De qualquer forma, a lisura das eleições está garantida pelo trabalho imparcial desenvolvido pelos desembargadores Guilherme Strenger, Ademir Benedito e demais componentes da Comissão Eleitoral

  5. Anônimo

    Na minha opinião, nem sócios remidos nem torcidas organizadas são bons para o Corinthians.

  6. Rafael

    Paulinho, tomara que consigamos algo melhor para nosso clube. Mas não acredito em grandes mudanças diante dos atuais candidatos.

    Abraço.

  7. Marquinhos

    Andrés, We can.

    O Andrés esta jogando contra mas eu acredito ainda que ele possa ganhar, estou na torcida……

    Se ele quebrou o time em meio mandato imagina o que ele não pode fazer em um mandato inteiro….

  8. Gabriel Lopes

    Anônimo.. Vc sabe quantos meses de manutenção daria para pagar com o dinheiro qaue gastei com meu título remido?
    Vc sabe o quanto foi importante para o clube este dinheiro?

  9. Rodrigo Fraxino Araujo

    Paulinho,
    Gostei de seus comentários.
    E uma pena o Juca nao ir votar, apesar de concordar com ele que o Citadini daria um candidato melhor e com mais chances.

    Abraco,
    Rodrigo

  10. nelson

    Alvaro:
    se colocassem em italico todas as mentiras proferias pelo senhor sanches(z), o texto estaria todo torto… como, de fato, é a sua “verdade”.

  11. jose leonel martinelli jr

    Quem diria , heim , um advogado formado no largo de são francisco sendo rebaixado verbalmente por um estudante de jornalismo.
    PS: sou socio remido e amanhã votarei no menos pior: Paulo Garcia

  12. Alberto

    Não acredito em mudanças… o pior de tudo e não termos opçao e acabar com o menos pior….ESTAMOS NO FIM DO POÇO…E QUER DIZER QUE O DR. ALVARENGA SE DIZ SÉRIO E ANDA COM OS BICHEIROS… ACHO QUE PEGOU A DOENÇA DO LULA.. NÃO SEI DE NADA, NÃO VI… ENGRAÇADO SE NÃO FOSSE TRÁGICO..

  13. Hugo - Corinthians

    É o Vermelho e Azul de Reinaldo Azevedo fazendo escola…
    Saudações corintianas

  14. Fernando

    opa!! amanhã é o dia decisivo. Estou torcendo muito pro Garcia. Na verdade torço pelo Citadini, q deveria ser nosso presidente. Mas ele de vice já vai ajudar muito. Espero que tenha uma gestão diferente (para muito melhor) do que quando ele estava com o Dualib.

  15. Renato

    Me parece que o Paulo Garcia seria a melhor opção, mas na chapa dele tem tanta gente da gestão do Dualib que eu fico pensando que é bem capaz da Carla Dualib aparecer por lá também…Paulinho sinto muito, acho tudo mais dos mesmos…

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