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Bem estranho…

Descontrole.

A diretoria palmeirense diz que os cheques dados a alguns atletas, como Marcos, voltaram porque há um programa que redireciona automaticamente o dinheiro da conta.

Já a oposição assegura que faltou dinheiro.

Quem demorou para sacar se deu mal.

(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, Painel FC, 14/07/2008 )

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44 comentários sobre “Bem estranho…

  1. Rodrigo Leme

    Quem é diretoria palmeirense? Porque a diretoria palmeirense que nos informa diz que não há cheque, e sim depósito em conta.

    O bom de escrever para o Painel FC é que você pode usar fonte genérica sem dar nome às declarações. Pode publicar notas usando a “diretoria palmeirense” como fonte ignorando que o clube só se manifesta através de sua assessoria de imprensa.

    Aí é fácil brincar de jornalismo…

  2. Cartola

    Já que você fez um post específico colocando em cheque a qualidade da arbitragem antes do jogo não seria ético coloar um específico após o jogo? isto também é creibilidade.

  3. Marcel Gisti

    O fato e que com 4 milhoes de Henrique, 9,5 do Cavalieri e os possiveis 28 do Valdivia, dividas serao assunto de outras equipes…

  4. Omar

    Oi Paulinho, sei que não tem nada a ver com o assunto postado por você, mas preciso saber sua opinião a respeito:

    Imaginemos a reação da imprensa em geral, se, o que ocorreu com o Goiás, de o juiz mandar voltar o pênalti duas vezes, até alguém acertar, fosse com o Timão.

    Se estivéssemos escapado por uma situação daquela, com o juizão mandado cobrar três vezes o mesmo pênalti, imaginem quantas teorias conspiratórias teriam surgido, quantos esquemas pró-timão seriam imaginados. Como o prejudicado foi o Corinthians, não houve nenhuma repercussão.

    Sei que quem vive de passado é museu, mas isso me incomoda muito, e, então, quis dividir com todos, pra exorcizar de uma vez por todas.

  5. geraldo lina

    Marcel Gisti, vc eh engracado, eu gosto de vc e do seu humor.
    huahauhauhauhauhauhauahauhauhauhauhauahuahuahuah 8)

  6. geraldo lina

    CARTOLA, pq deveria ? voce acha que a arbitragem interferiu no resultado do jogo ? soh se voce estiver falando da nao expulsao do kleber e do denilson ( ambos xingaram o bandeira ). como o beneficiado perdeu, nao haveria nada pra falar…
    por outro lado, se o cara foi bem, tbm nao tem porque comentar afinal ele nao fez nada mais que obrigacao.

  7. Justiceiro

    Viva o Painel FC!!!

    Viva o Fredy Júnior também!

    Perguntas:

    1. Quem é a diretoria palmeirense?
    2. Quem é a oposição palmeirense?

    O jornalismo agradece.

  8. Alviverde/SP

    Eu só não entendo como algumas pessoas(os mesmos de sempre) tem tanto rancor pelo Palmeiras a ponto de GENERALIZAR toda uma torcida, ofendendo-a gratuitamente pelas suas origens…uma comunidade toda não pode ser alvo de hostilidades só por que uns poucos possam ter cometido algum erro no passado, ou só por questão de antipatia…lembrem-se que Hitler cometeu o maior genocídio da História, só por DISCRIMINAÇÃO…os mandatários, os dirigentes e alguns poucos seguidores de qualquer país ou entidade não representam o pensamento de um povo inteiro…

  9. Cartola

    GERALDO acho que foi uma arbitragem excelente. Meu ponto é referente a notícia desagregadora, notícia de interesse e nefasta. Se vc prestar atenção nas entrelinhas da imprensa esportiva verá que há sempre a tendência para a crítica destrutiva. Eu já mencionei por várias vezes que a imprensa esportiva causa um mal desnecessário na torcida antes dos jogos, pq a tendência é sempre colocar a torcida contra o árbitro, contra o jogador, contra o técnico. por exemplo agora estão começando a falar mal do Valdivia, já não é mais o mesmo jogador, já não decide mais. é só vc fazer uma coletânia do que foi dito hoje em vários meios esportivos.
    Se o SP não tivesse ganhado ontem hoje estariam todos questionado a qualidade do Muricy e que ele estaria na “berlinda”. O SP jogou taticamente um partidão ontem, mas se vc voltar para quarta passada verá que a imprensa esportiva, em geral, criticou o trabalho do Muricy e inclusive questionou a permanência dele no SP.
    Acho que se há a crítica negativa, também deve haver a critica positiva, se o Paulinho colocou em cheque a qualidade da arbitragem deve hoje fazer o inverso e reconhecer que se precipitou.
    Para mim a imprensa esportiva é o pior segmento da mídia com os piores profissionais, em geral. Há excessões é claro, mas é muito mais raro que em qualquer outro segmento da mídia.

  10. Alviverde/SP

    Agora, quanto a esse problema do cheque(pensava que o pagamento era por TED), que o “programa” redireciona para a conta, atrás de um programa existe um PROGRAMADOR, certo??? Quem será este…???
    A OPOSIÇÃO disse que faltou dinheiro…?? Por acaso sobrou dinheiro da fatídica gestão Mustafá???

  11. Marcel Gisti

    Geraldo…realmente acho que o SP ate merecia a vitoria ontem, jogou melhor. Mas deixe-me perguntar uma coisa…todos os jogadores envolvidos em agressoes foram punidos…os do Palmeiras 3 vezes mais, porem ate hoje o Ceni nao foi punido pelo tapa no Valdivia. Por que? Talvez pelo mesmo motivo que fez com que ontem nao expulsasse o Borges, afinal o cara pega por tras sem bola…

    Mas como ja e nitido, quando o seu time perde no campo, inventam-se milhares de desculpas para denegrir a outra parte, porem quando seu time ganha roubado ninguem toca no assunto…foi assim contra o Atletico na Libertadores, Liverpool e nos 2 brasileiros….o seu time nao ganhou nada de forma honesta, e ainda acham que clube sujo e o nosso !!

    Mas para encerrar, uma deixa que a imprensa esqueceu…o SP ganhou do time misto do Palmeiras (5 desfalques), e mesmo assim quem esta na frente no campeonato de pontos corridos e o Palmeiras…rsrsrs entao ate que nos passem, te vejo pelo retrovisor….kkkkkkkkkkkk

  12. Kai

    Fica frio Marcel. Ele falou babaquice porque é torcedor, assim como voce falou babaquice neste seu ultimo post porque voce é torcedor. Isso é rivalidade. Deixa o futebol mais legal.

  13. eduardo

    Esse Marcel é no minimo burro.Dizer que o São Paulo ganhou a libertadores roubada?
    O time meteu 4 x 0 e ainda teve um penalti contra que não existiu quando tava 1×0 e foi roubado?

  14. geraldo lina

    caraca, voces nao vao acreditar. eu acho que eu vi um cheque verde voando e 11 caras correndo atras dele… preciso parar de ver filmes de terror…

    8)

  15. eduardo

    OS CARAS AINDA PAGAM JOGADOR COM CHEQUE.UHAUHSHSU.E O PIOR DE TUDO É QUE NÃO TEM FUNDOS.

  16. Marcel Gisti

    PELO MENOS NAO PAGAM COM DINHEIRO SUJO DO BRADESCO…ALIAS SE JUNTAR ISSO COM O ESGOTO E O CARATER DOS DIRETORES DALI…DA PRA SENTIR O ODOR DE SUJEIRA LA DE BARUERI…..

  17. Julio Cesar

    Bom foi ver a briga da torcida do São Paulo contra ela mesma. Perucas voando, unhas quebrando, plumas e paetês espalhados na avenida. Uma graça.

  18. Marcel Gisti

    Julio Cesar….concordo com vc, mas cuidado ja ja vem um e te chama de ZECA

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Alias qualquer um que opine contra os tricolores vira ZECA…..kkkkkkkkkkk

  19. Ivan

    Eu entendo a o desespero e a inveja dos parmerista, moro em perdizes e as vezes só noto que há jogo do palmeiras pelas viaturas da CET. È que o “estádio” foi engolido por dois shopping center!

  20. Denilson Martins

    Aposto que o Júlio fala isso porque o pai dele era o mais fantasiado né.

  21. geraldo lina

    CADA UM DEVE FAZER O QUE ACHAR MELHOR, DESQUE O CHEQUE TENHA FUNDOS…

  22. Fábio

    Duda,
    O Osmar Stábile vem gastando os tubos para manter uma meia dúzia de chupins em volta dele…
    Quero ver, é fazer reunião com os partidários e não por a mão no bolso.
    O que se constata, é que o nível de pessoas que estão se aliando a ele, é o pior possível. Tem ex-motoristas da MSI, tem filho de ex-vice-presidente, tem torcedor de facções dissidentes, tem membro da atual diretoria enrrustido, isso, fora os oportunistas de plantão, que adoram uma “boca livre”.

  23. Daniel

    “geraldo lina”, pequenininho não; estádio para 35000 pessoas e construído pelo Palmeiras, muito mais bonito e bem localizado que um estádio no jardim leonor erguido com o dinheiro público… Vc continua a falar besteira… Só brinca, porque não tem argumentos…

    E não sou Zeca, nem Carlos Gil, como vc falou em outra coluna… Sou o palestrino que sempre lhe jogou na cara as conquistas históricas do verdão…

    AVE, PALESTRA!
    AVANTE, ACADEMIA!
    CAMPEÃO DO SÉCULO, PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL, AQUI É PALMEIRAS!

  24. Daniel

    JORGE, GENNARO E O MENINO SEM ALMA

    Desde a várzea paulistana, o berço de tudo, Jorge e Gennaro foram criados no preceito mais puro da desportividade: a disputa em nome do manto.

    Jorge, pouco mais velho, veio de família operária. Mas sua turma contava com profissionais de uma gama variada de setores, de carvoeiros, cocheiros de tílburi, alfaiates e barbeiros a advogados e professores.

    Gennaro descende de imigrantes italianos. Camponeses, artesãos, agricultores, gente de poucas posses, todos impelidos a buscar na ‘Merica uma nova vida.

    Vida que só faz sentido com um ideal à frente.

    Jorge e Gennaro nunca foram amigos. Eram, pelo contrário, rivais. Desde a mais tenra idade, sempre houve disputa entre os dois. Rivalidade sadia, pois respeitosa. E necessária, pois verdadeira e incondicional. Poderia mesmo ser chamada de “a maior do mundo”.

    Jorge foi o primeiro a trazer seus amigos operários para o futebol “grande”, aquele que se supunha de “gentlemen”, diferenciação que existia só pela graça de trazer demérito ao adjetivo “várzea” (cheio de alma, por sinal).

    Jorge pleiteou e conquistou o direito de disputar com os “gentlemen”. O povo entrava em campo.

    A abertura de espaço possibilitou à turma de Gennaro, após anos de amadorismo, ser considerada maioria em Piratininga, cidade que falava, não por acaso, com o típico sotaque de uma vila toscana, siciliana ou calabresa.

    Não demorou muito para tomarem o lugar dos que antes eram tidos como senhores do esporte bretão nesta Piratininga. Os “gentlemen” viam Gennaro e Jorge superá-los não só dentro de campo, mas também em estrutura.

    Por trás de ambos estava o povo, a razão maior do esporte bretão.

    Senhores feudais em um século que não o deles, os “gentlemen” gostavam de manter o futebol no amadorismo como maneira de esconder as gratificações que tornavam possível aliciar atletas de agremiações adversárias.

    Isso não afetava os times de Jorge e Gennaro. Desde os campos de várzea a norte e a oeste da Vila de Piratininga, prevalecia o amor ao manto. Muitos eram os admiradores, logo alçados à nobre condição de torcedores.

    Foi assim, com a força de seus povos, que sobreviveram os dois moleques da várzea paulistana. Mais até: cresceram, ganharam títulos e logo deixaram para trás os que pensavam ser nobres.

    Eis que surgiu, anos depois, um menino mimado, de linhagem rica, quatrocentona e tradicional, mas com trajetória marcada por separações, brigas e conflitos. Uma família decadente, que sempre tentou esconder seus problemas por trás de uma fachada prepotente.

    Assim, o rapazote não tinha seguidores, senão os que foram abandonados pelos clubes de chá-das-cinco, os mesmos que tinham em mente a derrocada de Jorge e Gennaro. O menino mimado era a última chance de tentarem ser algo.

    A esta altura, no entanto, ambos já haviam transcendido a armadilha imposta pelos artífices do amadorismo e engatinhavam no profissionalismo vigente.

    O menino mimado das elites veio ao mundo sem berço, sem amor e sem alma. De sua gente que virou casaca, herdou os genes oportunistas e nada mais.

    Ainda pequeno, de tudo fez para se estabelecer. Estratégias as mais sórdidas, politicagens baratas e muita arrogância serviam apenas para angariar rejeição, inclusive entre os seus.

    O moleque tentava se firmar em seu caráter capenga às custas de quem fosse. De nada adiantou; criança ainda, foi à falência.

    Sem família ou amigos, foi salvo exatamente por Jorge e Gennaro, que se uniram para ajudar o pobre coitado.

    Triste episódio.

    Mal sabia Gennaro que aquele fedelho, um dia reabilitado, seria o artífice de uma campanha difamatória contra suas origens.

    O objetivo era um só: tomar a casa construída com o suor de Gennaro e do povo que o fazia grande. É irônico que tal atitude tenha partido de alguém desprovido de berço.

    Ter o sangue da Itália, no entanto, nunca foi coisa pouca. Gennaro resistiu e triunfou diante de um pirralho que, derrotado, abandonou o nobre campo de batalha municipal, à época ainda com o nome purificado.

    Tal fato se deu na mesma época em que os comparsas do menino mimado forçaram Jorge a ter como comandante um burocrata golpista, alguém que nem de suas fileiras era. O filhote dos senhores feudais deixava aflorar o seu caráter oportunista.

    Anos se passaram, e o moleque seguiu seu caminho desprezível.

    Até que, ainda jovem e com padrinhos no poder, ganhou uma enorme casa, custeada com o dinheiro de Jorge, Gennaro e de toda a coletividade.

    Manuel, diga-se de passagem, outro boleiro destas paragens, também entrou na lista dos vitimados por politicagens baratas e maracutaias.

    O rapaz sem alma foi ganhar corpo décadas depois. Em posses, nunca em caráter. Suas conquistas eram vazias, pois sem o doce sabor da superação.

    O menino ganhou o mundo, mero instrumento para a lavagem cerebral que visava ganhar apoio de cidadãos desprovidos de alma e de qualquer senso de julgamento moral.

    Dele se aproximaram as figuras mais desprezíveis.

    Aproximação não por amor, mas por interesse.

    Não aquele financeiro, típico das nossas oligarquias mais putrefatas, mas por status. Pela enganosa possibilidade de desfrutar do que a vida oferece de mais prazeroso. Sem esforço, é óbvio.

    É uma grande moleza, não?

    Os seguidores do menino mimado agem como ele. Pensam que o dinheiro pode comprar tudo e vêem a ética como um atributo pouco relevante, quase indesejável.

    Não é à toa. Ao longo de toda a história, acostumaram-se a ver todo tipo de favorecimento vindo dos canalhas de amarelo, de toga e de ternos bem cortados.

    Tampouco conhecem a própria história. Mais fácil (sempre a mesma lógica!) acreditar nas invencionices tacanhas de quem empunha um microfone ou uma caneta sem dignidade para tanto.

    Afinal, trata-se do filhinho daqueles que tomavam o chá-das-cinco no começo do século, pensando em como afastar o povo do esporte que começava a ganhar força no imaginário popular.

    Os que seguem hoje o garotinho mimado o fazem por esta necessidade de ter status, de esnobar, de mostrar o que têm e o que não têm.

    Como se preza a todo novo rico, é bom cultivar esta imagem.

    “Ter é mais importante que ser”. É como pensam os oportunistas. É como cresceu o menininho mimado, sempre cercado de bajuladores e de pessoas que se adulam nas posses e em nada mais.

    Ao ver que Jorge e Gennaro tinham o que ele não tinha, tratou de correr atrás. E o fez não como os guerreiros da várzea paulistana, mas como se preza a alguém sem história para contar.

    Como é vazio o menino mimado, tudo é adorno. Que atrai nada mais senão a soberba medrosa da necessidade de reafirmação. São badulaques que se penduraram no vazio. Um prato cheio para oportunistas.

    E os oportunistas se enfeitam, mas só enquanto for moda.

    Porque na vida há coisas que superam, e muito, a imagem.

    Os dois pioneiros do esporte bretão já viveram o ocaso, assim como as maiores glórias. Fácil nunca foi. Ficou a lição: as maiores vitórias são aquelas que acontecem após a tempestade.

    Cair, levantar e dar a volta por cima: eis a virtude dos guerreiros.

    Jorge, por exemplo, passou anos e anos sem ganhar nada. Quase na miséria, os amigos só faziam crescer, mais e mais. Tanto cresceram que protagonizaram o momento maior de sua vida. O significado disso que viveu revigorou sua alma.

    Uma nação que cresce na adversidade tem muito a contar, pois viveu intensamente. O povo confortou Jorge ao longo de décadas de sofrimento com o mesmo amor de uma mãe.

    Assim foi também com Gennaro, que, no momento mais complicado de sua caminhada, teve por perto todos os seus. Foi ao fundo do poço para então retornar nos braços de quem, por amor, o amparou.

    Para Jorge e Gennaro, sofrer faz parte das maiores conquistas.

    E o povo estará sempre por perto, seja qual for a situação.

    Ao moleque mimado, sabe-se lá o que aconteceria se chegasse ao fundo do poço.

    Dirão os oportunistas de plantão, com a empáfia que lhes é peculiar:

    “Jamais cairemos do nosso pedestal”.

    Só o tempo pode dizer.

    O que se pode ter desde agora é a certeza de que de nada vale ser sustentado por quem está ao seu lado por interesse.

    Interesse de ostentar o produto que é o mais vendido no momento, aquele que é o mais badalado, a modinha que está pegando.

    Quem vai atrás da turminha só o faz para evitar que o ponto fraco do caráter seja desmascarado por qualquer “tirador de sarro” por aí.

    Fácil é se proclamar vencedor sem enfrentar as dificuldades.

    Fácil é se afastar na hora das batalhas para só aparecer na hora da festa, proclamando algo que nunca foi e nunca será.

    Vencer é para poucos; é para quem luta.

    Especialmente na adversidade.

    Não dá para esperar isso dos acompanhantes do menino mimado, que somem ao primeiro revés.

    Quem se declara vencedor depois de estar longe por toda a batalha é, na verdade, um fraco.

    Bajular na hora da conquista é fácil; e não exige alma. A hipocrisia está em moda, infelizmente.

    Só quem luta e está presente na vitória e na derrota sabe mensurar o que é uma conquista e o que é mera propaganda.

    Só a alma detém a verdade.

    Ser parte de uma geração vitrine, que vive de ostentar aquilo que veio sem suor, é cômodo
    .
    Tão cômodo quanto vazio.

    E está impregnado à genética oportunista dos que não têm alma.

    Amar é sofrer.

    Amar é se doar.

    Amar é se dedicar, mais ainda nos momentos difíceis.

    Jorge e Gennaro sempre souberam disso.

    Assim foram criados.

    Esta é a lição que passaram para suas torcidas…

    ———

    Co-autoria de Rodrigo Barneschi (palmeirense) e Filipe Gonçalves (corintiano).

    Extraído do site http://forzapalestra.blogspot.com/2007/11/jorge-gennaro-e-o-menino-sem-alma.html

  25. Denilson Martins

    “Era, porém, bastante significativo que o Palestra Italia só tivesse botado um preto no time depois de Pearl Harbour.

    Nao podia haver duvida que o Brasil, mais dia menos dia, ia entrar na guerra contra as potências do Eixo, uma delas a Itália. E o que explica a pressa da contrataçãoo de Og Moreira, preto de cabelo esticado, ja careca.

    Antes ninguem reparara nos times sempre brancos do Palestra. Talvez porque nao eram tao brancos. Ou eram brancos à maneira brasileira. E um pouco, quem sabe, à italiana, com os descendentes dos seus ‘Otelos’ e suas ‘Desdêmonas’.

    Pearl Harbour, assim, apressava o abrasileiramento do Palestra, ainda muito italiano. Fazendo, inclusive, questão de ser italiano. Como se isto o enobrecesse.

    Era a vaidade de raça que tornara possível o fascismo, o retorno a Roma, dona do mundo. E que justificava a invasão da Abissinia pela superioridade da raça branca sobre a negra.

    Os italianos do Palestra, quase todos enobrecidos no Brasil peto trabalho, tinham a fraqueza, bem forte nos novos ricos, pelos títulos de nobreza. Aqui a fonte de tais títulos tinha secado com a proclamação da República. Restavam as comendas. Como italianos, ou filhos de italianos, os palestrinos preferiam as da Italia. Dadas pelo Papa ou pelo Duce. Podiam, inclusive, ser condes.

    Daí a subserviência que demonstravam muitos deles, avidos de servir a Itália, ou ao fascismo, que Ihes podia retribuir com honrarias. Mesmo quando o serviço que deles se esperava fosse um desserviço ao Palestra.
    Pretendesse um clube brasileiro um jogador do Parque Antartica: todos os italianos do Palestra se ofendiam. Todos, italianos e brasileiros. Mais, porém, os italianos e filhos de italianos que, pela dupla nacionalidade, italianos eram. Ou se sentiam. Por orgulho de raça e de dinheiro.

    Bastava, contudo, um cIube italiano namorar um jogador do Palestra, para que, pelo menos os mais importantes italianos do clube do Parque Antárctica, mesmo os ja de comenda ao peito, se considerassem honrados. Como se um conde legítimo lhes pedisse a filha em casamento.

    Tudo isto, depois de Pearl Harbour, colocava o Palestra Itália numa delicada.

    O que passara despercebido até então, o racismo emigrado do clube do Parque Antartica, se não corrigido a tempo, apareceria como uma mancha capaz de deixar uma pecha de quinta-colunismo, não ao clube, mas aos que o dirigiam.

    (Filho, Mario – O negro no futebol brasileiro – 4ª edição – Rio de Janeiro – Editora Mauad, 2003 – p.231 e 232)

    Então…. o que deve ter acontecido…

    Na época da guerra, era normal os guetos de fascistas/nazistas serem confiscados pelo Estado, ja que o Brasil declarou guerra ao Eixo e Getulio Vargas baixou uma série de leis restringindo os direitos das agremiações estrangeiras, ameaçando de fechamento quem as descumprissem.

    Como demonstrado, o Palmeiras era um enclave de fascistas, rascistas e entreguistas seguidores de Mussolini…

    Então, como todas instituições germânicas/italianas/japonesas da época estavam sujeitas à expropriação…

    Logo, para se livrarem disso mudaram o nome para Palmeiras e contrataram jogadores negros…para abrasileirar o clube e escapar da ocupação estatal…

    Da mesma forma, aqui em SP o Germânia virou Pinheiros, em BH o Palestra virou Cruzeiro…

    Agora colocar a culpa disso no SPFC é um exercício de imaginação muito grande…

    vejamos o que diz este artigo acadêmico…tese de doutorado

    Pesquisa do historiador Alfredo Oscar Salun aponta que na época da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1942, Corinthians e Palmeiras foram forçados a expulsar cerca de 150 sócios de origem estrangeira, inclusive alguns de seus dirigentes. Os dois clubes estavam entre as entidades atingidas pela legislação repressora do Estado Novo, especialmente de 1941 até 1945, quando aumentou o rigor na vigilância da polícia política aos grupos estrangeiros e seus descendentes.

    Equipes mais populares da época, Palestra Itália (antigo nome do Palmeiras) e Corinthians atraíam grande número de torcedores de origem imigrante, muitos dos quais operários, caracterizando-os como times populares. “Quando o Brasil declarou guerra à Itália, Alemanha e Japão, a vigilância aos estrangeiros pela Delegacia de Ordem Política e Social (DEOPS) aumentou, devido a suspeitas de espionagem”, conta Salun.

    “No Palestra Itália, predominavam os italianos, e no Corinthians havia também italianos, além de espanhóis, alemães e até árabes”, explica o historiador, que pesquisou os efeitos das medidas de nacionalização para sua tese de doutorado no Núcleo de Estudos de História Oral (NEHO) na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

    Após a entrada do Brasil na guerra, o Conselho Nacional de Desportos (CND) baixou uma série de regulamentações para o esporte, em acordo com o projeto nacionalista do regime do Estado Novo (1937-1945). “Os clubes de futebol foram atingidos, tendo que expulsar dirigentes e associados estrangeiros, principalmente os ligados aos países do Eixo, rotulados como ‘Súditos do Eixo’.”

    Vigilância
    A desobediência às normas de nacionalização poderia levar ao fechamento dos clubes. “No caso do Palestra Itália, isso gerou RUMORES NÃO CONFIRMADOS de que dirigentes do São Paulo manobravam nos bastidores para tomar seu patrimônio”, relata Alfredo Salun. “Os boatos e a mudança de nome para Palmeiras, em 1942, tornaram o episódio marcante na história do clube e dos seus torcedores, ao contrário dos fatos ocorridos no Corinthians.”

    A aplicação das leis levou a destituição do presidente do Corinthians Manuel Correncher, espanhol de nascimento. “O clube conquistou vários títulos na gestão de Correncher, considerado uma figura folclórica, comparada a de Vicente Matheus”, conta Salun. “A presidência foi assumida por Mario de Almeida, interventor indicado pelo CND, que ocupou o cargo por alguns meses, até o clube escolher um novo presidente.”

    Em um clube é uma história conhecida e celebrada e no outro, silenciada e apagada”, destaca o historiador. Nesse aspecto, o pesquisador desenvolve um trabalho em História Oral, com torcedores, jogadores e dirigentes. “Esses clubes não foram os únicos na capital paulista que foram alvos da repressão, mas tinham maior torcida e prestígio.”

    Reuniões de diretoria dos dois clubes só eram feitas com autorização da DEOPS e a presença de um agente do órgão. “Os clubes também precisavam de permissão oficial para jogos fora de São Paulo, especialmente no litoral, devido a importância estratégica das regiões costeiras na Segunda Guerra Mundial.”

    Após as expulsões, Corinthians e Palmeiras realizaram uma “campanha de nacionalização” para atrair novos sócios, nascidos no Brasil. “A imprensa da época viu essa iniciativa como uma prova de patriotismo”, diz Salun. “Os estrangeiros expulsos começaram a retornar aos clubes após 1945, como reflexo do final da Guerra, de medidas liberalizantes adotadas pelo governo de Getúlio Vargas e o fim da perseguição à ‘quinta-coluna’, espiões e os ‘Súditos do Eixo’.”

  26. Ivan

    O Daniel é pequenininho e sem público! Repito só percebo que esta havendo um jogo por causa das viaturas da CET. Más é bom pra mim que moro em perdizes pois não atrapalha o transito em nada! Posso ir até o Bourbom sem problema algum!

  27. Daniel

    Sem público? O Palmeiras sempre, ao longo de sua gloriosa história, teve torcida presente, ao contrário dos leonores, com estádio construído construído com dinheiro público no jardim leonor… estádio pra 35000, mais bonito e melhor localizado que o panetone, não pode ser considerado pequenininho…

    O denilson vem com esse papo que o Palmeiras e o Corinthians eram dirigidos por amigos do eixo… E daí? Isso é desculpa pras canalhadas do são paulinho?

    AVE, PALESTRA!
    AVANTE, ACADEMIA!
    CAMPEÃO DO SÉCULO, AQUI É PALMEIRAS!

  28. Ivan

    Mais bonito não sei porque não dá pra ver, agora melhor localizado é verdade, fica no pé do shopping. Daniel, já imaginou que tamanho teria que ser o shopping pra engolir o Morumbi como aconteceu com o parque?

  29. Daniel

    Engolir? Não vi engolir nada… O Jardim Suspenso continua com o mesmo espaço… Agora vai aumentar a capacidade, com a construção da Arena Palestra Italia… Já imaginou o Jardim Suspenso (não sei se sabe o que é isso) como o estádio mais moderno do Brasil? Já é, juntamente com o Pacaembu, o melhor localizado de São Paulo…

    AVE, PALESTRA!
    AVANTE, ACADEMIA!
    CAMPEÃO DO SÉCULO, AQUI É PALMEIRAS!

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