O limite entre torcer e distorcer.


Torcer –  Demonstrar (o apreciador de prélios esportivos) com entusiasmo, gesticulando e gritando, o desejo de que vença o clube ou equipe de sua simpatia.


Distorcer – v.t. Mudar o sentido de.



O torcedor brasileiro precisa aprender a ter limites.


É como educar um filho.


Você torce para que tudo corra bem, que ele siga por bons caminhos, que seja uma pessoa de bem.


Se ele, por um motivo alheio a sua vontade, passa a transgredir regras estabelecidas pela sociedade, sua função é orientá-lo, tentar mostrar o caminho correto.


Se mesmo assim a situação persistir a punição é inevitável.


É assim que agimos com quem gostamos.


Pois bem, transferindo esses conceitos para o futebol, não consigo entender o que torna o torcedor tão incapaz de agir da mesma forma com seu clube.


Muitos se dizem apaixonados por eles.


Alguns falam até em nunca abandoná-lo.


Vamos citar um exemplo.


Você sabe que a diretoria de seu clube não é honesta.


Mas seu time, no meio dessa bagunça, está disputando o campeonato nacional.


O que fazer ?


Apoiar o clube incondicionalmente, mesmo sabendo que as pessoas que o estão gerindo se locupletam diariamente ?


Claro que não.


Temos que aprender a separar as coisas.


Vá ao estádio e torça para sua equipe.


Durante noventa minutos você vai torcer, de maneira correta e justa, para aquela agremiação pela qual tem carinho.


Mas e depois da partida ?


É a hora de cuidar do “filho” infrator.


Seu clube, na situação citada acima, não pode ter seu apoio incondicional.


Sua função de “pai” é fiscalizar o que está acontecendo, diagnosticar os problemas e, se necessário for, punir os responsáveis pelas transgressões realizadas em nome dele.


Quem apóia sem critério faz o jogo de quem corrompe.


Aprenda a separar as coisas.


Torcer no estádio.


Não distorcer fora dele.

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