A farra da Copa

Por Fernando Rocha


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A candidatura do Brasil para sediar a Copa de 2014, que acabou saindo vitoriosa, até porque não tivemos concorrentes diretos na disputa, custou aos cofres da CBF, a bagatela de US$ 3,825 milhões, ou cerca de R$ 7 milhões.

Claro que são projetos diferentes, mas é de arrepiar a previsão de gastos do Comitê Rio-2016, visando emplacar a “cidade maravilhosa” como sede dos Jogos Olímpicos daqui há oito anos, nada menos que US$ 50 milhões, aproximadamente R$ 90 milhões. Assim, o Rio gastaria 13 vezes mais com a candidatura olímpica do que a CBF gastou com  a da Copa.

Só este ano estão previstos gastos de US$ 20 milhões  com projetos, viagens, ôba-ôbas e sei lá mais o quê. Esta conta, como diria o saudoso jornalista Euclides Diogo Sabará, será paga por “Nós, o povo”, rateada pelos governos Lula, Sérgio Cabral (Estado) e César Maia (Município).    

 Mas, a disputa para o Rio se tornar sede olímpica vai durar até outubro de 2009, quando o  Comitê Olímpico Internacional(COI) decidirá o nome da cidade vitoriosa. A briga vai ser contra Baku (Azerbaijão), Chicago (EUA), Doha (Catar), Madrid (Espanha), Praga (República Tcheca) e Tóquio (Japão).

 Como vocês estão vendo, não vai ser nada fácil, embora haja dinheiro para torrar à vontade, por conta do sonho de sediar uma Olimpíada. Claro que existem boas chances, se partirmos do princípio de que Londres será sede em 2012, diminuindo a possibilidade de uma cidade da Europa vencer a concorrência de 2016.

Então, minha gente, vamos em frente que a fila está andando. Fica para “Nós, o povo” uma dúvida atroz e cruel: por que se gasta tão mais com a candidatura de uma cidade do que com a de um país inteiro?

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