Com ajuda de Neymar, Santos pede reabertura de ação criminal contra ex-presidente

Neymar fez a ponte entre Andres Rueda e a diretoria do PSG
Recentemente, o Santos denunciou seu ex-presidente, Modesto Roma Junior, por estelionato e fraude cometidos no exercício do poder.
No final de 2019, o cartola foi expulso da agremiação.
Outros dois nomes ligados ao clube também foram investigados: Cesar Augusto Conforti e Osvaldo Eduardo Cardoso Ribeiro.
O Peixe alegou que Modesto utilizou-se do escritório Bonassa Bucker – que sequer teria participado das tratativas – para embolsar dinheiro em alguns negócios do clube.
Entre os casos elencados está o recebimento do mecanismo de solidariedade da venda de Neymar ao PSG.
5% sobre o valor da transação.
Modesto, três dias antes de entregar o cargo, assinou confissão de dívida do Santos com a Bonassa.
Após investigação policial, o inquérito chegou ao Ministério Público, que opinou pelo arquivamento.
Os promotores alegaram falta de provas.
Até então, o PSG não estaria colaborando com o processo.
Em 29 de maio de 2020, o juiz Valdir Ricardo Lima Pompêo Marinho, da 2ª Vara Criminal de Santos, acolheu a manifestação da promotoria, arquivando o inquérito.
Assim que assumiu o cargo, inconformado, o novo presidente do Peixe, Andres Rueda, iniciou auditoria neste caso.
Com a ajuda de Neymar – que forneceu o contato pessoal dos cartolas do PSG, o clube, enfim, conseguiu a prova que faltava.
O PSG, em mensagem datada de 29 de outubro de 2021, esclareceu que a transação foi finalizada, sem resistência de pagamento – como justificado por Modesto Roma – diretamente entre os clubes.
Ou seja, não houve, como se imaginava, a participação da Bonassa.
Abaixo, a cópia traduzida do documento:

Com a informação em mãos, Rueda abordou os supostos proprietários da Bonassa e solicitou cópia assinada de qualquer documento assinado pelo Santos indicando a alegada parceria.
Nunca obteve resposta.
Amparado nestes novos fatos, no último dia 21, o Santos, defendido pelo ex-procurador Marcelo Milani – conselheiro alvinegro, peticionou pela reabertura do caso, agora acrescentando à denúncia de estelionato também os crimes de roubo qualificado e lavagem de dinheiro.
Dois dias após (23), o juiz Leonardo de Mello Gonçalves, da 2ª Vara Criminal de Santos, enviou o material para análise do Ministério Público, que ainda não respondeu à solicitação.
Email enviado pelo PSG ao Santos desmentindo a versão de Modesto Roma Junior:

