Da Carta Capital
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Legião Urbana FC
por Luciana Bento
O time subiu à primeira divisão de Brasília
Termina o primeiro tempo. O intervalo começa e, em vez de gritos de guerra ou hinos tradicionais, a torcida do Legião Urbana Futebol Clube entoa o hit Tempo Perdido. Cena que só pode acontecer em um lugar do mundo: Brasília.
Espécie de Raul Seixas dos anos 90, cultuado às raias da loucura por um séqüito de fãs ardorosos, Renato Russo e sua banda pop Legião Urbana viraram um dos principais símbolos da juventude da capital federal. Por isso, faz sentido que lá tenha surgido um time de futebol com o nome do grupo, esporte que nunca mereceu atenção especial de Russo. São patronos da equipe a mãe do compositor, dona Carminha, e o filho, Giuliano, presidente de honra da agremiação.
O projeto do Legião, o time, é audacioso dentro e fora de campo: em uma cidade sem tradição também no futebol, o clube pretende conquistar a segunda geração dos filhos de Brasília, jovens cujos pais também nasceram na cidade. Para isso, foi traçado um plano de ação para formar uma torcida fiel, que não tem time local.
“O Legião FC tem a missão de conquistar uma grande massa de torcedores, principalmente da nova geração da capital federal, apresentando-lhe, além de um grande futebol, a música, a poesia, a energia e a vibração do ídolo Renato Russo”, proclama o time em seu site oficial.
Além de apelar para a busca de identidade da capital, o time usa uma estratégia incomum: investe no bem-estar do torcedor, fazendo com que os jogos da equipe sejam concorridíssimos. E tem dado certo. Na final da segunda divisão do campeonato brasiliense de 2006, o time levou 2 mil torcedores ao Estádio – contra apenas 800 do adversário, o Brazilândia, um dos mais antigos da cidade.
Assista abaixo a inesquecível banda Legião Urbana na canção “Pais e Filhos”.

