O papelão de Galvão Bueno
Galvão Bueno se prestou a um papel lamentável na transmissão da final do Mundial de Clubes.
Todos temos o direito de emitir opinião, o que não pode ser feito é distorcer os fatos a favor de interesses que não os da verdade.
O narrador repetiu por diversas vezes na transmissão que “até que enfim” a FIFA havia reconhecido de maneira oficial o título mundial de 2000, conquistado pelo Corinthians.
Galvão Bueno, para servir os desejos da Rede que não obteve os direitos de transmissão daquele evento, faltou com a verdade.
É costume da Rede Globo depreciar os torneios que ela não transmite, mas o narrador, com tantos anos de janela e com o nome que tem, não precisaria fazer o que fez.
A FIFA reconhece o Corinthians como Campeão Mundial desde a realização do campeonato em 2000.
O que a entidade decidiu na reunião realizada ontem foi não oficializar os torneios que ela deixou de organizar.
Não vou entrar no mérito do valor das conquistas anteriores a 2000, até porque, em minha opinião, são todas elas válidas, mas não há como negar que o Corinthians é o primeiro Campeão Mundial reconhecido pela FIFA.
Aprendi com um amigo que o jornalismo tem que ser pautado na verdade.
Ao emitir opinião você pode até discordar dessa verdade, mas nunca distorcê-la.
Foi o que Galvão Bueno fez.

