O terreno que não existia
Em conversa com o amigo Euclydes Fiori, ex-árbitro e autor do livro “A Republica do Apito”, muitas historias foram relembradas.
O Fiori é muito bem informado sobre os bastidores do nosso futebol.
Contou-me que alguns anos atras foi ao gabinete do então vereador, o jornalista Dalmo Pessoa.
Conversaram sobre assuntos ligados ao futebol e Dalmo retirou um papel de sua gaveta.
Era uma escritura de um terreno em nome de Eduardo Farah, ex-presidente da FPF, suspeito de inúmeras irregularidades.
Fiori disse que Dalmo Pessoa lhe falou que apesar da escritura estar registrada, o terreno não existia.
Prova cabal de um ato de estelionato.
Fiori, indignado, perguntou para o Dalmo, que sempre fora tão combativo, em suas colunas de jornal, contra a administração Farah e agora, com um material desses em mãos, por que nada era publicado ?
Até hoje não obteve essa resposta.
Outros jornalistas teriam tido contato com prova semelhante e se mantiveram calados.
Fiori acredita que alguns por conivência e outros por pressão das emissoras em que trabalhavam que precisavam agradar Farah para manterem alguns privilégios na FPF.
A época de Farah realmente foi um marco negativo para o futebol.
Sabem quem foi parte de sua administração e inclusive teria contribuído financeiramente para a sua eleição ?
Antoine Gebran.
O Corinthians realmente precisa fechar para balanço.
