Encontro com a verdade – parte 4






A situação do presidente Alberto Dualib se complica a cada dia. Cada vez mais ele está sozinho. A reprovação das contas de 2006 do Corinthians faz com que pessoas que sempre o apoiaram mudassem de lado.


Dois vice-presidentes abandonaram seus cargos no sábado. Osmar Stábile, de esportes terrestres, e Edgar Soares, social, entregaram suas cartas de demissão na manhã do sábado. Flávio Adauto, que era homem de total confiança de Dualib, também abandonou o cargo de vice de comunicação.


http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2007/jul/02/943.htm


O Leão me deu várias oportunidades, mas eu não soube aproveitar”, diz Wilson, autor de seis gols neste ano –só um deles no Brasileiro–, que chegou ao clube pelas mãos do conselheiro Osmar Stábile, ex-vice de esportes terrestres, hoje oposição ao presidente Alberto Dualib.


http://www.douradosinforma.com.br/noticia.php?id_noticia=37612


Por orientação de seus diretores, o Corinthians entrega de bandeja as revelações do CT de Itaquera para um conselheiro que por dez anos foi diretor justamente de seu departamento amador.


A cúpula corintiana alega que tal situação não fere os estatutos do clube, tampouco é ilegal. Já a oposição classifica a participação de Campoy como antiética. Os opositores lembram que recente devassa do Conselho Fiscal constatou que empresas ligadas a conselheiros prestam serviços ao clube, sem concorrência.


São membros do Conselho Deliberativo com ligação umbilical ao presidente corintiano ou ao vice de futebol amador, Nesi Curi.


No departamento amador, a preferência pela empresa em que Campoy trabalha é escancarada. “Indicamos o Marcelo Djian aos jogadores porque ele trabalha de maneira correta. Ter ao seu lado alguém que conhece o clube, como o André, também ajuda”, disse Manoel Evangelista, diretor de futebol amador, mais conhecido como Mané da Carne.


Ele não esconde que até influencia alguns atletas a deixarem seus agentes para virarem clientes da firma em que Campoy trabalha. “Estamos fazendo a cabeça do Rosinei para trabalhar com o Marcelo”, declarou o diretor.


A escolha de Djian, Campoy e Fabinho como empresários avalizados pelo Corinthians já havia sido revelada pelo lateral Coelho à TV Gazeta no último domingo.
Ele afirmou que não tinha empresário, mas que foi aconselhado a ter um por Andrés Sanchez, vice de futebol e considerado por ele um amigo da família. Em seguida Coelho passou a ser agenciado pelo trio.


Uma terceira versão é a de Campoy. “O Andrés me indicou ao Coelho depois que eu pedi para que ele fizesse isso“, afirmou.


Até o Kia Joorabchian, que não conhece o clube, já reclamou que nas categorias de base já há empresários cobrando comissão“, diz Rubem Gomes, conselheiro oposicionista.


(Folha de S. Paulo, Folha Esporte, 12/08/2005)


http://www.citadini.com.br/corinthians/2005/corinews050812b.htm

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