Nesi Curi – o ditador silencioso
Muitos falam de Dualib, com absoluta razão, mas poupam Nesi Curi.
Indiciado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Nesi Curi é um dos mais nefastos dirigentes da história do futebol brasileiro.
Atua na surdina, aparece pouco na imprensa, se locupleta a anos utilizando-se das categorias de base do Corinthians.
Um esquema nojento, que envolve empresários conhecidos no meio, treinadores de base, e o silencio de alguns freqüentadores do clube, que tudo sabem, mas não ousam revelar.
Nesi Curi, com a ajuda de comparsas, muitos já conhecidos das autoridades policiais, outros no covarde anonimato, praticam um sistema extorsivo que obriga jogadores da equipe de base a se comprometerem com empresários indicados pelos bandidos, sob pena de não poderem mais atuar no clube.
Alguns que hoje gritam pela saída de Dualib não demonstram o mesmo entusiasmo ao pedir a de Nesi.
O rabo preso e alguma participação no esquema faz com que a inibição, quando o assunto se trata de Nesi, seja natural.
Muitos entraram na vida política do clube sob as suas asas, e presenciaram, quando não, participaram, das suas sujeiras.
Entre os seus diversos crimes, Nesi Curi foi indiciado pelo MPF no caso da parceria com a MSI, e hoje, em reportagem do Diário de São Paulo, foi apontado pelo MP paulista como estelionatário e quadrilheiro em mais um escândalo que envergonha o clube.
Ele, Dualib e a corja de ratos que os seguem utilizavam-se de uma empresa laranja que fornecia NF falsas de serviços que supostamente teriam sido executados no clube, mas que obviamente não aconteceram, e retiravam a quantia discriminada na nota para depois dividi-la entre a bandidagem participante.
Esse senhor, que ainda hoje, mesmo afastado de suas atribuições, ainda participa ativamente de reuniões para negociações de jogadores.
Uma vergonha.
Ele chega a ser temido no clube.
Muitos dizem respeitado.
Mas não há como se ter respeito por figura de tamanha repugnância.
Esses ladrões que roubaram o clube, que se apoderaram dos sonhos de inúmeras possíveis promessas do futebol brasileiro no nojento esquema do futebol amador, que praticaram o estelionato, que trouxeram bandidos mafiosos para dentro do clube, entre tantos e tantos desvios de conduta e de caráter não merecem apenas serem afastados de seus cargos.
Merecem a cadeia, a execração publica, a expulsão sumaria do quadro de associados do clube.
Não são dignos da liberdade que ostentam.
E muito menos de se declararem corinthianos.
E que as cadeiras que utilizavam sejam incineradas para que não reste mais nenhum vestígio de suas lamentáveis passagens pelo Corinthians.
Impossível segurar tanta revolta.
