O show de Robinho
Brasil 3×0 Chile
Robinho é realmente um show.
Realizou uma partida inspirada e evitou que a Seleção de Dunga, que jogava uma partida pífia, fosse surpreendida pela fraca equipe chilena.
A partida começou com o Brasil em cima do Chile, mas pecando pela total falta de organização da equipe, que taticamente mal distribuida em campo, não conseguia organizar as jogadas.
Aos poucos o Chile começa a se soltar na partida e um jogo que teria tudo para ser fácil começa a ficar complicado.
Mas o primeiro chute a gol só aconteceu aos 28 minutos, em uma batida rasteira que Doni defende em dois tempos.
A primeira chegada perigosa do Brasil aconteceu aos 30 minutos em um chute cruzado e perigoso de Daniel Alves que havia entrado no lugar de Maicon que saiu lesionado no ombro.
Quando nada acontecia, o Chile resolve facilitar as coisas para a Seleção Brasileira, em um cruzamento de Gilberto, Vagner Love é empurrado infantilmente pelo zagueiro chileno e o arbitro marca penalti acertadamente.
Aos 35, Robinho cobra a penalidade e faz Brasil 1×0.
Aos 44 um inpirado Robinho da duas fintas desconcertantes em zagueiros chilenos, cruza para Mineiro que bate por cima do gol.
O Brasil jogava mal, mas Robinho, praticamente sozinho, era um show.
A segunda etapa começa com o Chile no ataque, como teria que ser.
Mas a péssima equipe chilena, por mais que se empenhasse, e as vezes confundisse empenho com violência, nada fazia para assustar o goleiro Doni.
Aos 6 minutos, um apagado Vagner Love ganha na corrida da zaga chilena e bate cruzado para boa defesa do goleiro chileno.
Aos 25, quando o Chile tentava pressionar, Suazo faz grande jogada, finta 3 defensores, passa pelo goleiro Doni, mas bate em cima de Juan.
O jogo já estava começando a ficar perigoso quando Vagner Love serve de bandeja para Robinho tocar, com extrema categoria na saida do goleiro chileno, 2×0.
Mas o show de Robinho precisava ainda de um ato final, e ele veio de forma maravilhosa.
Robinho arranca da intermediaria, da uma meia-lua fantástica no zagueiro, um corte no defensor que vinha na cobertura e bate rasteiro no canto esquerdo do goleiro, um momento mágico, de um jogador fantástico.
No final, os 3×0 não foram o retrato fiel da partida, a Seleção de Dunga não jogou bem, mas a dedicação com que Robinho vem participando da Copa América demonstram que nem todos os nossos craques perderam a alegria de jogar com a camisa amarela.
Robinho é um bom exemplo.
