A batalha do Olimpico

 



Grêmio 0x2 Boca Juniors


O Boca Junior, com imensa justiça, é o Campeão da Libertadores de 2007.


A equipe argentina pagou 2 milhões de dolares para ter Riquelme por 4 meses.


Saiu barato.


O jogador foi o grande responsável pela belíssima conquista do Boca, exibindo um futebol clássico, raçudo e eficiente.


O Grêmio praticamente não viu a bola no primeiro tempo tamanho era o domínio da equipe argentina que cadenciava o jogo a sua maneira sob o comando do maestro Riquelme.


Logo aos 5 minutos, em cruzamento pela direita, Palermo cria, de cabeça, o primeiro lance de perigo do jogo.


Em um ataque fortuito, a bola rebate na área, sobra para Tuta que tenta bater no gol, erra, e o ótimo Carlos Eduardo, o jogador mais lúcido do Grêmio, chuta fraco, no meio do gol.


O jogo segue amarrado e o Grêmio não consegue jogar.


Mas aos 41 minutos, Diego Souza arrisca um chute de fora da área e acerta o travessão do goleiro argentino.


Se essa bola tivesse entrado, quem sabe…


O Grêmio volta melhor na segunda etapa, com Amoroso no lugar do ineficiente Tcheco.


É tudo ou nada.


Logo aos 4 minutos o lance que poderia ter mudado a história da Libertadores.


Amoroso bate falta do lado direito na cabeça de Schiavi que completa no travessão, o rebote cai nos pés de Diego Souza, dentro da área, e o goleiro do Boca realiza um verdadeiro milagre.


O Grêmio ataca.


Mas aos poucos, perto dos 20 minutos, a equipe argentina começa novamente a tomar conta da partida.


E não demora para que esse dominio se transforme em gol.


Nos pés do genial Riquelme, que acerta um grande chute da entrada da área e faz um golaço.


Que jogador !


Depois do gol argentino, o Grêmio morre psicologicamente em campo, e o Boca se aproveita.


Aos 35 minutos, contra ataque com Palacio pela direita, a bola sobra para Riquelme com oportunismo selar o placar da partida, Boca 2×0.


O Boca começa a passear em campo.


Aos 38, Schiavi ainda faria um penalti em Palermo.


Um minuto depois, Palermo, como de costume, perde a penalidade chutando para fora.


Não precisava acontecer mais nada.


O Boca leva o seu sexto título para casa e pode ser a primeira equipe não brasileira a ser Campeã Mundial de Clubes pela FIFA.


Ao Grêmio resta a certeza de ter chegado muito além do que poderia.

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