Coluna do Fiori
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FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
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Dando continuidade a minha humilde opinião, quase que semanalmente, e como estou sendo absorvido e publicado pelos blogs DO PAULINHO; TABELINHA FC; PITACOS DO BODAUM, a quem agradeço o acolhimento, e a publicação da mesma.
É de se lamentar o ocorrido no último sábado, 19 de maio, na cidade de Presidente Prudente, quando pela disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, que é equivalente a quarta divisão estadual, em que os litigantes foram a equipe local que leva o nome da cidade contra o Assisense, da cidade de Assis. A partida ocorreu no estádio que leva o nome do ex-presidente da FPF, Eduardo José Farah, de triste memória e que, em meu entender, jamais deveria de ter seu nome citado em quaisquer eventos futebolísticos e várias Câmaras Municipais que, propositura de seus vereadores concederam-lhe o título de cidadão, dentre estas está a Câmara Municipal de São Paulo. Título este que o mesmo recebeu em 1992 e foi por mim contestado, via fax enviado ao autor da triste condecoração, o então vereador Antonio Carlos Caruso.
O que me chamou a atenção nesta partida, conforme assisti no programa GLOBO ESPORTE, foi a covarde agressão sofrida pelo árbitro Juliano Basalia Pereira, após o encerramento do jogo, vencido pela equipe de Assis, pelo placar de 1 a 0. Impetrada pelo goleiro reserva da equipe local, de nome Willian, que, aproveitando-se de um pequeno tumulto em torno do árbitro, desferiu-lhe um soco no rosto, naquilo que, na prática, chamamos de “escama” ou “crocodilagem”, a chamada covardia.
Em meu entender, captando o ocorrido através das imagens televisivas, faltou ao árbitro a chamada malandragem, que ao meu tempo se adquiria nas difíceis disputas pelos campos da chamada várzea futebolística, nos quais ocorriam diversos tumultos, socos e outras coisas mais. O árbitro tem de estar ligado à todo momento, em todos os movimentos quando da formação de quaisquer tipos de tumultos. E todos os demais, além dele e seus possíveis auxiliares, são seus inimigos, estão ali no intuito de aprontar alguma. Ninguém está ali para oferecer-lhe cafezinho. É o exato momento de seguir o lema do escotismo, ou seja, estar sempre alerta.
Espero que o Tribunal de Justiça da FPF, tome as medidas cabíveis ao caso e, se possível, reforça-las, para que esses fatos não se tornem corriqueiros dentro de campo, como já são nas arquibancadas e cercanias de todos os estádios brasileiros. Além do que, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão é disputado por atletas de, no máximo, 23 anos, portanto essa cultura de agressividade, perpetrada pelo goleiro Willian, em meu entender, é retrógrada, pois vem a demonstrar o quão é acintoso os ensinamentos que lhes são passados pelos responsáveis das equipes de base.

