Coluna do Fiori







 

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori foi ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.


 


Resposta a coluna inserida no site FUTEBOL DO INTERIOR, de autoria de Sérgio Correa da Silva, “Teólogo-Filósofo-Ético-Moralista” presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP)


1 – Quanto ao item final da coluna de Sergio Correa da Silva, no site FUTEBOL DO INTERIOR , participo que desde meu nascimento aos 13 de janeiro de 1946, conforme registro civil, tenho nome. Sou fruto da união civil e religiosa de dois seres humanos já falecidos que me deram caráter, moral e ética, juntando com linha de conduta e filosofia de vida, filosofia essa que pode se moldar aos tempos, mas jamais quebrar sua espinha dorsal. Portanto, ao se referir a colunistas, o pelego, e sempre acompanhador, dos dirigentes de plantão, para satisfazer os seus interesses pessoais, deveria citar meu nome, já que o mesmo sabe, e muito bem, que não sou associado da AAGSP (Associação dos Árbitros da Grande São Paulo) e nada tenho que me ligue umbilicalmente a mesma, a não ser minha amizade com o seu presidente, senhor Marcos Fábio Spironelli que, de forma sorrateira, o presidente do SAFESP, covardemente, não o explicítou, pois é com o mesmo que ele deve tirar algumas possíveis divergências.


Comigo a conversa é mais embaixo, pois fui eliminado desta pseuda-entidade presidida contumazmente pelo mesmo grupo que deu origem ao inexpressivo, porém político e bajulador do status quo das altas esferas, que ao invés de defender ao todo, em primeiro até o décimo quinto lugar, o faz em causa própria e dos seus. Prova da sua incoerência em matéria de ética, pois entendo que o ético deve ser independente para poder defender os interesses da classe que representa. E moralmente, qual é a independência que tem o subserviente, e atual presidente do SAFESP, que molda os estatutos para sanar seus desejos insaciáveis de manter seu ego, ou seja, sempre estar no, e com, o poder.


2 – Fui expulso por duas vezes do SAFESP. Coincidentemente nas gestões do ex-presidente da ANAF, José de Assis Aragão, de quem o Sergio Correa da Silva foi cria. Não sei se ainda o é, pois, pelo que me consta, ficaram de relações cortadas por um bom tempo. Relações essas que foram reatadas na cerimônia de “beija-mão” do aniversário de Aragão, ocorrido num dos meses do trimestre final do ano de 2006.


Ambas as eliminações foram por ter, eu, discordado da linha política de subserviência que sempre foi, e é seguida, pela entidade representativa dos árbitros de São Paulo aos ditos dos dirigentes federacionistas. E pela não assistência a ex-árbitros que passavam por problemas de saúde, além de financeiros, já que, como é do conhecimento de todos, sempre me tornei repetitivo um dos principais itens da criação da entidade representativa de classes é o social, não somente quando o profissional esteja em atividade, mas, e principalmente, quando este for afastado por tempo de serviço, por doença e alguns outros itens compatíveis com a dignidade e o respeito para com a honra da categoria.


3 – Quando o pelego (Pessoa subserviente; capacho) disserta sobre o caso do ex-árbitro William Lobo de Souza, o querido e famoso Biro-Biro, já falecido, participo que me faz admirar que, com sua portura, e sua demagógica verborragia, o “eminente Teólogo”, pois é contumaz em querer se auto denominar cristão, deveria saber, pois eu não sei, que o princípio básico do cristianismo é ser solidário com aquele que passa por necessidades. E ele, como presidente do SAFESP, deveria seguir o exemplo de José Astolphi, que, quando na presidência da mesma entidade, prestou solidariedade tanto ao árbitro necessitado, quanto à família do mesmo. Este papo de fazer comparação com plano de saúde ou seguro de carro vem a demonstrar a todos os associados que a forma diretiva deste pseudo-classista chamado Sérgio Correa da Silva, é totalmente endereçada ao lucro financeiro, o que vem, em meu modo de entender, contra os princípios fundamentais de uma entidade de classe e cristã, além de não ser uma atitude humana.


4 – Para não ficar delongando, quero participar a todos, e principalmente ao nefasto presidente da entidade, pois só defende seus interesses já que, foi através de sua política pessoal de aproximar-se com os detentores de plantão no poder, uma das várias frases do escritor Masaharu Taniguchi: ” A VERDADEIRA BELEZA DA ALMA SE REVELA QUANDO A PSSOA TRANSCENDE O APEGO A SI E SE DEDICA SINCERAMENTE PARA O BEM DE TODOS.”


Portanto, acredito que nessa singela frase, encontramos uma resposta verdadeira as várias questões apostas na coluna de Sérgio Correa, no site FUTEBOL DO INTERIOR.

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