AGF Seguros condenada a indenizar família de Serginho.

A Justiça de São Paulo condenou nesta terça-feira a seguradora AGF Brasil Seguros a pagar indenização a Paulo Sérgio Oliveira da Silva Júnior, filho do ex-zagueiro Serginho, pela morte ocorrida em 27 de outubro de 2004 durante o jogo entre São Paulo e São Caetano. A decisão é em primeira instância, e a AGF tem 15 dias para entrar com recurso.

Essa é a segunda vitória parcial dos familiares do ex-jogador. Em 31 de agosto de 2006, a Cosesp (Companhia de Seguros do Estado de São Paulo) já havia sido condenada a pagar indenização, mas o recurso ainda está em andamento. Serginho fez os seguros de vida três anos antes da tragédia.

Os valores das indenizações giram em torno de R$ 464 mil somadas, quantia que o advogado Marcelo Robalinho não quis confirmar em contato telefônico com a Gazeta Esportiva.Net. O representante da família de Serginho disse apenas que está confiante na vitória em ambas as ações.

A defesa da AGF afirmava que o ex-jogador agiu de má-fé ao contratar a seguradora sabendo que tinha problemas cardíacos que poderiam colocar sua vida em risco, alegação que não foi aceita pelo juiz do caso, para quem não é possível legitimar a fraude a não ser em caso de suicídio comprovado.

Lembrando que o falecimento ocorreu em público, durante uma partida de futebol, o juiz afirmou que Serginho não teve uma conduta suicida porque apresentava “índices físicos invejáveis e que poderia muito bem entender que sua capacidade física fosse suficiente para suplantar qualquer pequeno defeito cardíaco”.

“Lamentavelmente (Serginho) estava equivocado, mas daí a dizer que efetuou contrato porque sabia que iria morrer é muito. O que pretendem dizer os embargantes, que o jogador esperava falecer para que seu filho recebesse a indenização securitária?” questionou o magistrado, antes de dar a sentença.

Robalinho comentou a decisão. ‘Fez-se Justiça. Fico feliz pela decisão ter deixado bem claro que não houve nenhum indício de má-fé do Serginho na contratação do seguro, o que mais que o lado financeiro conforta a viúva e o filho moralmente, já que na época da tragédia foram veiculadas muitas matérias com falsas acusações. O Serginho era um excepcional atleta, honesto, responsável e um grande pai”, disse.


Fonte: Gazeta Esportiva


Que absurdo !!!


A defesa da AGF pode ser considerada um abuso, demonstra total falta de respeito aos seus clientes.


A AGF alegar que Serginho agiu de má fé ao contratar o seguro de vida, é quase a mesma coisa que afirmar que o jogador morreu de propósito para lesar a seguradora.


Uma total falta de respeito com o ex-jogador e sua familia.


Pensem bem quando forem fazer seus seguros de vida com essa empresa. Demonstrou que não é digna de confiança.

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