Doenças causadas pela altitude
Amigo internauta, encontrei um texto que explica os efeitos nocivos que a altitude pode causar ao ser humano e em alguns casos leva-lo ao obito.
É uma prova de que a iniciativa do Flamengo tem que ser levada a sério e deve ser apoiada pelas demais equipes que se submetem a tortura de disputar uma partida de futebol em condições desumanas.
Nada justifica que uma partida de futebol possa expor um ser humano a tamanho risco.
“O edema pulmonar da altitude elevada, um distúrbio mais grave em que ocorre um acúmulo de líquido nos pulmões, pode ocorrer posteriormente à doença da altitude elevada aguda. O risco de edema pulmonar da altitude elevada é um pouco maior nas pessoas que vivem em altitudes elevadas, sobretudo crianças, quando elas retornam à altitude elevada após passarem de 7 a 10 dias ao nível do mar. As pessoas que já apresentaram um episódio prévio apresentam uma maior probabilidade de apresentar um outro, e mesmo uma infecção respiratória leve (p.ex., resfriado comum) parece aumentar o risco. O edema pulmonar da altitude elevada é muito mais comum em homens que em mulheres. Habitualmente, ele ocorre de 24 a 96 horas após a ascenção até a subida e é incomum abaixo dos 2.700 metros.
A dificuldade respiratória é mais grave no edema pulmonar das altitudes elevadas do que na doença da altitude elevada aguda. Mesmo um esforço discreto causa falta de ar. A tosse é comum, sendo seca e irritativa no início e, posteriormente, produtiva. Uma grande quantidade de escarro, freqüentemente róseo ou inclusive sanguinolento, pode ser expectorado. O edema pulmonar da altitude elevada pode piorar rapidamente e em poucas horas evoluir de uma doença moderada para uma potencialmente letal.
O edema cerebral da altitude elevada, a forma mais grave da doença da altitude elevada, pode ocorrer espontaneamente nas 24 a 96 horas que sucedem a chegada a uma grande altitude, ou pode ser precedido pela doença da altitude elevada aguda ou pelo edema pulmonar da altitude elevada. No edema cerebral da altitude elevada, ocorre um acúmulo de líquido no interior do cérebro. Um sinal de alarme precoce é a ataxia (dificuldade de andar), que pode ser acompanhada por movimentos desajeitados dos dedos ou das mãos. A cefaléia é mais intensa que a da doença da altitude elevada aguda. Um pouco mais tarde, a pessoa pode ter alucinações, mas, freqüentemente, elas não são reconhecidas como tais. Quanto maior a altitude, maior o comprometimento da capacidade de julgamento e da percepção. Os sintomas podem ser semelhantes aos produzidos pelo consumo de álcool. O edema cerebral da altitude elevada pode evoluir em poucas horas de um distúrbio leve para um potencialmente letal. Uma pessoa com suspeita de apresentar edema cerebral da altitude elevada deve ser transferida imediatamente para um local mais baixo.”
Fonte: Manual Merck
