Justiça nega reintegração de Dedé, conselheiro expulso do São Paulo

O TJ-SP negou o pedido de Antonio Donizete Gonçalves, vulgo Dedé, para ser reintegrado, em caráter provisório, ao quadro associativo e ao Conselho Deliberativo do São Paulo.

Gonçalves foi eliminado do clube após deliberação realizada nos dias 13 e 14 de julho de 2026.

Na ação, o ex-conselheiro questiona a legalidade do processo disciplinar, alegando irregularidades na votação, ausência de possibilidade de recurso interno e cerceamento de defesa.

Entre os pontos contestados está o fato de a Comissão de Ética ter apresentado três propostas de punição — eliminação, suspensão e advertência —, mas a última não ter sido incluída na cédula de votação.

Também sustenta que a suspensão por 360 dias e a eliminação foram aprovadas simultaneamente, com 187 e 195 votos, respectivamente, entre os mesmos 235 votantes.

O desembargador Iasin Issa Ahmed, da 34ª Câmara de Direito Privado, entendeu que não estavam demonstrados os requisitos necessários para conceder a medida de urgência.

Segundo o magistrado, a reintegração anteciparia o resultado da ação principal, ainda dependente da produção de provas.

A decisão também considera que o retorno provisório permitiria a Dedé participar de votações e deliberações em que os efeitos poderiam ser irreversíveis caso sua expulsão fosse posteriormente confirmada.

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