Racismo e xenofobia seguem envergonhando o futebol brasileiro

Em pleno 2026, o futebol brasileiro continua convivendo com manifestações de preconceito que deveriam ter sido banidas há muito tempo das arquibancadas.
No clássico Gre-Nal, um torcedor do Grêmio foi filmado fazendo gestos semelhantes aos de um macaco em direção a torcedores do Internacional, aparentemente tendo como alvo um adolescente.
Em Bragança Paulista, o técnico português Artur Jorge, do Cruzeiro, denunciou ter sido vítima de xenofobia por parte de um torcedor do Bragantino, que admitiu ter feito uma provocação relacionada à nacionalidade do treinador.
O tratou como ‘bacalhau’.
São episódios distintos, mas que expõem a permanência de comportamentos intoleráveis.
O argumento de que tudo não passa de brincadeira não pode mais ser utilizado, como ocorria no passado, para normalizar o inaceitável.
Os tempos são outros.
O futebol, que reúne povos, raças e culturas, não pode servir de abrigo para quem despreza justamente essa diversidade.

