Detalhes sobre os candidatos a presidência do Santos

A disputa pela presidência do Santos para o triênio 2027-2029 reúne, até o momento, quatro candidatos com trajetórias distintas e alguns pontos que merecem esclarecimentos.
José Renato Quaresma, ex-integrante das gestões Andrés Rueda e Marcelo Teixeira, é sócio-administrador da Embraps Serviços, empresa que aparece com problemas em diversas ações trabalhistas.
Há processos recentes em que o próprio Quaresma figura entre os reclamados.
No campo político, o cartola também terá de explicar sua participação em duas administrações que hoje critica.
Ele integrou o Comitê de Gestão de Rueda, ligado ao futebol profissional, e depois comandou as categorias de base durante mais de dois anos na gestão Marcelo Teixeira, antes de romper com o presidente em março de 2026.
Maurício Maruca, empresário e consultor financeiro, também enfrenta questionamentos.
Sua empresa, MR Maruca Consultoria, discute na Justiça Federal uma execução fiscal envolvendo cobrança de IRPJ.
Em 2026, o TRF-3 negou pedido da empresa para suspender a execução enquanto o débito é contestado.
Maruca também participou de outras empresas que já estiveram envolvidas em disputas judiciais.
Além disso, ele e seu candidato a vice, Rodrigo Marino, já processaram o próprio Santos em uma ação relacionada à fiscalização do clube.
Outro ponto que merece atenção é a aproximação de sua candidatura com a consultoria Outfield.
Ainda não estão claros os termos dessa relação, eventual remuneração, participação futura na gestão ou possível atuação da empresa em projetos de SAF.
Wladimir Mattos possui um histórico judicial empresarial mais relevante.
Em processo trabalhista envolvendo a Atlantis Rio Terminais de Containers, a Justiça acolheu pedido de desconsideração da personalidade jurídica e determinou que Mattos e outros sócios respondessem pelos débitos da empresa.
Também há registros de empresas ligadas a Wladimir em disputas com a União envolvendo multas aduaneiras e falhas na prestação de informações no sistema de comércio exterior.
Na eleição de 2023, Wladimir também foi alvo de denúncia eleitoral sobre suposta atuação como empresário de jogadores.
Ivan Luduvice apresenta um problema de natureza diferente.
Ele é procurador do Estado de Minas Gerais e atua também como procurador da Justiça Desportiva no TJD-MG.
O Código Brasileiro de Justiça Desportiva proíbe dirigentes de clubes de exercerem funções na Justiça Desportiva.
Caso seja eleito presidente do Santos, Luduvice terá de deixar ou se afastar da função no TJD.
O Santos, após a má gestão conjunta de Marcelo Teixeira e da família Neymar, não pode errar na escolha do próximo mandatário, sob o risco de afundar ainda mais na areia movediça em que se encontra atualmente.

