Operação da PF desmonta discurso de Flávio Bolsonaro sobre ‘Dark Horse’

De O GLOBO
Por BERNARDO MELLO FRANCO
Esquema com emendas parlamentares indica uso de dinheiro público em filme; caso ajuda a explicar aversão de Mario Frias à Lei Rouanet
A frase foi cunhada pelo dramaturgo nazista Hanns Johst: “Quando ouço falar em cultura, saco meu revólver”. Ontem a Polícia Federal fez buscas na casa do dublê de ator e deputado Mario Frias. Apreendeu sete armas, incluindo uma carabina eslovaca e uma espingarda de cano duplo, estilo Velho Oeste.
Como secretário de Cultura de Jair Bolsonaro, Frias voltou a mira contra os artistas. Disparou insultos contra Chico Buarque, Caetano Veloso, Anitta, Taís Araújo, Ivete Sangalo e outros nomes que ousaram criticar o capitão.
Para mostrar fidelidade ao chefe, o ex-galã de “Malhação” também abriu fogo contra a Lei Rouanet. “A mamata acabou”, repetia, ao defender medidas que sufocaram o principal mecanismo de incentivo à produção cultural no país.
A conversão à extrema direita deu a Frias o prestígio que ele não encontrou na carreira de ator. O astro de “Bela, a feia” fez novos amigos, ganhou seguidores e se elegeu para a Câmara. Teve o triplo de votos do palhaço Tiririca, seu colega no PL paulista.
Como parlamentar, sua atuação mais notável foi como roteirista e produtor executivo de “Dark horse”. Agora a PF apura se ele desviou recursos federais para financiar o filme de propaganda bolsonarista, cujo orçamento faria inveja a Leni Riefenstahl.
De acordo com a investigação, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. Ela também é produtora do filme que exalta o ex-presidente. O deputado nega irregularidades e se diz perseguido pela Justiça e pela imprensa.
O caso desmonta de vez o discurso de Flávio Bolsonaro, que sempre negou o uso de dinheiro público no filme. A versão já ignorava o fato de que a fortuna de Daniel Vorcaro, a quem o senador pediu R$ 134 milhões, foi engordada pelo assalto à previdência de servidores. Ontem o filho de Jair descreveu a operação da PF como uma “terceira facada”.
O episódio também ajuda a entender por que Frias e seus asseclas se empenharam tanto em demonizar a Lei Rouanet. O objetivo era substituir o mecanismo, que impõe regras rígidas de fiscalização e prestação de contas, pelo faroeste das emendas.


mais uma vez um petista burro, ou melhor neste caso, fazendo de propostito misturando coisas. Existe um site de transparencia, la estao pra onde foi os 2mi, nao tem nada a ver com o filme o pateta ridiculo. A verba tem destino certo e cabe ao MP investigar SE O ORGAO PUBLICO q recebeu gastou naquilo que era o destino, vc mistura de proposito o assunto filme com esses 2mi. pilantra safado (quem escreveu a materia e nao o blog, esse é só tonto petista mesmo, deveria ter vergonha aosaber desde a lava jato oq essa corja faz)