O Banco Central bolsonarista e o esquema Master/Vorcaro

Por ROQUE CITADINI
O epicentro da questão do caso Banco Master/Vorcaro é o Banco Central na gestão de Roberto Campos Neto.
Foi aí que toda a trama de fraudes e golpes ocorreu.
Vorcaro tentou comprar um banco antes da gestão de Roberto Campos Neto e foi barrado pelo Banco Central.
Houve a troca de direção e, com a chegada de Roberto Campos – já no governo Bolsonaro –, nasceu o Banco Master, e Vorcaro passou a agir livre, leve e solto com a técnica que aprendeu na Igreja Lagoinha, um lugar onde se cria de tudo, menos o caminho da salvação das almas.
Enquanto Roberto Campos Neto não for colocado no centro da sala e a sua gestão não for colocada à luz do dia pela Polícia Federal, nada vai andar muito.
É nesse campo e nesse tempo que apareceram as fraudes e os golpes do Banco Master.
É certo que Vorcaro fez de tudo o que uma empresa gosta quando quer chegar ao centro do poder : dinheiro para políticos, festas de arromba, aviões por todo lado, contratos de advogados, economistas e marketeiros, etc.
Mas tudo isso é pouco perto da fraude que foi realizada com seus “parças”, inclusive outros bancos.
Só com a chegada de Galipolo – já na gestão Lula- é que o órgão federal mudou e enfrentou o estado de loucura e fraude que o silêncio do Banco Central permitia.
Muito da ação dos diretores do Banco Central já está conhecida, mas isso é pouco para explicar o enorme rombo do Master que o país está pagando.
É assustador que a mídia não tenha noticiado qualquer ação da Polícia Federal para ouvir toda a direção do Banco Central, que dormia enquanto Vorcaro agia.
Sem isso, teremos muito barulho, mas não chegaremos ao fundo da fraude Master/Vorcaro.
*Publicado originalmente nas redes sociais de Roque Citadini

