Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus

Cristiano Ronaldo encerrou seu relevante ciclo pela Seleção de Portugal de maneira melancólica, afastando-se da equipe após ser comunicado pelo treinador Jorge Jesus de que, apesar de convocado, permaneceria no banco de reservas.
Na partida anterior, sequer entrou em campo.
Muitos são os erros deste episódio.
O principal deles começou há algum tempo, por responsabilidade de um jogador extraordinário que não soube compreender que, no epílogo da carreira, já não possui preparo físico para disputar partidas de alto nível.
A decisão de permanecer acabou por atrasar a evolução de Portugal.
Os treinadores recentes não tinham coragem de tirá-lo da equipe — em 2022, quem tentou, em plena Copa do Mundo, caiu na sequência.
Apenas como parêntese necessário: Portugal, antes de CR7, era uma seleção pequena, lembrada principalmente pela campanha de 1966, quando Eusébio encantou o planeta.
Hoje possui títulos e figura sempre entre as favoritas.
Cristiano, agora fora da Seleção, deveria focar em superar a incrível marca de 1.000 gols, da qual está muito próximo, e depois viver a vida.
Foram décadas de dedicação a um esporte que honrou como poucos.
Por fim, o erro de Jorge Jesus.
Evidentemente, não o de não escalá-lo, mas o da convocação.
O treinador e a Federação Portuguesa, por respeito à história, não deveriam tê-lo levado se, de fato, o objetivo era deixá-lo no banco de reservas.
Melhor seria comunicá-lo, antes disso, de que não fazia mais parte dos planos.
Evitaria o constrangimento e poderia, ainda, viabilizar uma partida de despedida que certamente emocionaria todos os portugueses.

