A libertação de Neymar

A eliminação do Brasil para a Noruega encerrou a participação da Seleção na Copa do Mundo.
Para Neymar, ao que tudo indica, representou também a libertação.
Menos de uma semana depois da derrota, o camisa 10 já estava em Las Vegas, disputando um torneio da World Series of Poker, pagando US$ 10 mil de inscrição e cercado pelos inseparáveis ‘parças’ de jogatina.
Fica difícil não concluir que a Copa do Mundo estava mesmo atrapalhando sua verdadeira prioridade.
Enquanto milhões de brasileiros lamentavam a eliminação, Neymar parecia apenas cumprir o protocolo necessário para voltar ao ambiente em que demonstra muito mais entusiasmo do que em qualquer concentração da Seleção.
Se o futebol exige disciplina, sacrifício físico, comprometimento coletivo e renúncias, o poker oferece exatamente o contrário da rotina de um atleta de alto rendimento: noites intermináveis, cassinos, apostas e diversão entre amigos.
Caso o Brasil tivesse feito sua parte, estaria enfrentando a Inglaterra nas quartas de final.
Neymar, livre, ocupava seu lugar à mesa de Texas Hold’em.
Talvez a Copa tenha servido apenas como um incômodo intervalo entre um torneio de poker e outro.

