Ancelotti resistirá ao lobby por Neymar?

A última convocação da Seleção Brasileira antes da lista definitiva para a Copa do Mundo foi coerente diante do material humano mediano de que dispomos — especialmente no meio de campo.

Exceção apenas no ataque, onde jovens promessas, de enorme potencial, vêm se destacando no futebol europeu.

Ancelotti terá de trabalhar muito para formar um grupo competitivo para o Mundial.

Tomara que Endrick se mantenha no elenco, mesmo que não tenha bom desempenho no teste a que será submetido.

Trata-se de um jogador muito diferente da maioria e que, após um período adequado de treinamento — algo inviável neste momento — tende a evoluir.

Ele, Vini Jr. e Estevão, juntos, podem se tornar infernais para os adversários.

É nesse contexto que Neymar se torna desnecessário.

Por diversos motivos.

O extracampo e o risco de prejudicar o ambiente são evidentes e precisam ser considerados.

Isso só poderia ser relativizado — ainda assim com ressalvas — caso o ex-jogador em atividade estivesse atuando em altíssimo nível, o que não ocorre há tempos.

Além disso, mesmo que chegue fisicamente 100% à Copa, o histórico de lesões — recorrentes, de diferentes naturezas — indica que seu corpo já não parece suportar uma sequência de jogos no nível exigido por um Mundial.

Apesar disso, a pressão é grande.

O treinador, por ora, resiste, jogando com as probabilidades, ciente de que o próprio Neymar pode acabar inviabilizando suas chances de disputar o torneio.

Resta aguardar o que ocorrerá no momento decisivo.

Ancelotti tem envergadura para tomar a decisão que julgar mais adequada para a Seleção Brasileira, com a vantagem de, até lá, contar com contrato renovado pela CBF — ou seja, sem margem para qualquer tipo de chantagem.

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1 Comentário

  1. Pra mim, a Seleção Brasileira de Futebol virou um produto falido, e isso é só reflexo do que o futebol brasileiro se tornou hoje.

    Na minha época, eu passava o final de semana inteiro na quadra. Era das 9 da manhã até 10 da noite, sempre cheia, vários times, competição de verdade. Era ali que a gente evoluía, na pressão, no improviso, na disputa.

    Hoje eu passo nas ruas, nas quadras, nos campos de favela, e tá tudo vazio. Pouca gente jogando. Isso diminui a concorrência, reduz a pressão e, consequentemente, cai o nível.

    O resultado é o que a gente vê. Jogadores medianos ganhando milhões, pouca criatividade, quase nenhuma individualidade. A gente nem sabe mais quem bate falta de verdade. Falta aquele jogador diferente, que resolve.

    Então não é só sobre Neymar ou qualquer outro nome. É um problema muito mais profundo. E, sendo bem direto, a tendência é o nível técnico cair cada vez mais se nada mudar na base.

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