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Assustadoras revelações sobre o “Fielzão” na Ata da última reunião do Conselho do Corinthians

andres e bandidagem

No último dia 10 de outubro, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, passou quase toda a reunião do Conselho Deliberativo do clube tentando convencer os presentes sobre a necessidade da criação de um novo Fundo de gestão do “Fielzão”.

E conseguiu, como já era de se esperar.

Porém, algumas de suas palavras merecem ser destacadas, e explicadas, para que o público em geral possa ter uma base maior para avaliação.

“O senhor Andres continuou explicando que o Fundo Imobiliário constituído anteriormente não tem autorização para gerir o estádio, efetuar qualquer tipo de contratação, seja de prestadores de serviço, funcionários, etc.”, diz trecho da Ata, em que o ex-presidente tenta imbutir na cabeça dos conselheiros a necessidade da criação doutro FUNDO.

Sanches, como de hábito, faltou com a verdade.

No acordo do clube com o FUNDO II (da qual a ODEBRECHT é parte), está especificado que, além de se apoderar, por 30 anos, de símbolo, marca, terreno e receitas do clube, os gestores tem o direito de construir o estádio em Itaquera.

Existe alguma possibilidade de se tocar uma obra sem a contratação de funcionários ?

“Através de entendimentos com a CAIXA, entendeu-se a necessidade de contratação de funcionários exclusivos para o estádio, razão pela qual foi ajustada a criação desse novo FUNDO. Esclareceu-se que o estádio é uma empresa e não pode ser confundido com o clube, sendo que todas as pessoas que trabalham para jogos devem ser transferidos para essa nova empresa a ser criada (…)

Evidencia-se, portanto, a pretensão de Sanches em administrar o “Fielzão” à margem da contabilidade corinthiana, com gestão própria, sem explicar ainda, porém, a criação doutro FUNDO para fazer o que poderia ser claramente efetuado pela já existente.

Na verdade, o ex-presidente esconde dos Conselheiros que, entre os atuais gestores do FUNDO anterior, está a BRL Trust, com bens embargados pela Justiça Federal, razão maior do desespero.

Ainda, segundo o “raciocínio” do dirigente, o dinheiro arrecadado circulará numa espécie de “triangulação” envolvendo nomes que se repetem em todos os vértices.

Do estádio para o “FUNDO II”, que repassa ao “NOVO FUNDO”, e também a ODEBRECHT (que faz parte de todos os Fundos).

O que sobrar, se sobrar, fica com o Corinthians.

“Esclareceu que o clube deve hoje R$ 70 milhões em juros, e ainda faltam cerca de R$ 100 milhões para finalizar o estádio, sendo que a ODEBRECHT está pagando uma parte da obra e outra parte foi do dinheiro emprestado pelo Santander e Banco do Brasil.”

Mesmo escondendo do Conselho a informação de que, além dos juros de R$ 70 milhões, o clube deve multas a ODEBRECHT por descumprimento de prazo, que totalizam, na soma, R$ 120 milhões, dá para se ter a noção aproximada do caos financeiro a que está sendo levada uma entidade que, fora estádio, já deve mais de R$ 250 milhões a outros credores.

Mas, agora, vem a parte mais grave, diria até, temerária:

“Que nesse novo FUNDO haverá um conselho formado pelo próprio Andres Sanches, um diretor da CAIXA, um diretor da ODEBRECHT e o presidente do clube.”

Ou seja, o Corinthians terá direito a um voto, através de seu presidente, de quatro possíveis, entre os gestores do “Fielzão”

Porque, por razões óbvias, desde o princípio, Sanches, Odebrecht e CAIXA estão alinhados num mesmo pensamento.

Vale lembrar que, meses após a inauguração do “Fielzão”, ocorrerão novas eleições no Corinthians, e que Sanches, dependendo do resultado, pode ser até opositor da próxima gestão.

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