MP-SP pede extinção de ação criminal de Adriano Monteiro Alves contra jornalista e influencer

Em janeiro de 2025, Adriano Monteiro Alves, CEO da gestão de Duílio “do Bingo” no Corinthians — tratada como criminosa pelo MP-SP — formalizou boletim de ocorrência contra o editor deste Blog do Paulinho.
Acusava-nos de crimes contra a honra.
A indignação decorreu da publicação da matéria intitulada “Detalhes inéditos sobre o golpe da TAUNSA no Corinthians (com documentos)”, datada de 8 de fevereiro de 2024.
O mesmo foi feito contra o influencer Luiz Carlos Martucci Junior, conhecido como “Pastor Mala”, que havia repercutido a postagem.
Recomendamos a leitura, no link a seguir:
Detalhes inéditos sobre o golpe da TAUNSA no Corinthians (com documentos) –
A queixa dizia respeito, mais precisamente, ao seguinte trecho:
“A TAUNSA chegou ao Corinthians por intermédio de Adriano Monteiro Alves, irmão do então presidente Duílio ‘do Bingo’, responsável por fechar o negócio, contrariando parecer jurídico de sua diretoria.”
“Fonte da empresa garante que Adriano seria recompensado com 10% de comissão.”
“R$ 2,8 milhões – o clube precisa investigar se é verdade.”
“Adriano, à época dos acontecimentos, teria estreito relacionamento com uma das parentes do empresário.”
“Entramos em contato com Cleidson Cruz, proprietário da empresa, mas ele não quis responder nossas perguntas.”
Este jornalista prestou depoimento em 3 de abril de 2025, confirmando o teor da reportagem.
O influencer esteve no DRADE em 21 de agosto de 2025, ocasião em que assumiu sua postagem.
O relatório final da Polícia Civil foi apresentado em setembro de 2025.
Desde então, Adriano silenciou.
A impressão, diante desse “esquecimento”, é de que a intenção verdadeira do cartola, diante da evidente ausência dos crimes denunciados no texto, teria sido utilizar o ambiente policial para intimidar o trabalho jornalístico que expôs seus malfeitos — e também qualquer pessoa que ousasse repercuti-lo —, não propriamente buscar punição judicial.
Em razão desse comportamento, o MP-SP, em 2 de março de 2026, por meio da promotora Regiane Vinci Zampar Guimarães Pereira, requereu o encerramento do processo — pedido que deverá ser acolhido pelo juízo por estar embasado em decisão técnica (decadência – perda do prazo para processar), e não de mérito:
“Trata-se de inquérito policial instaurado para apurar os crimes de calúnia (art. 138 do Código Penal) e injúria (art. 140 do Código Penal) c.c. artigo 141, §2º do Código Penal, praticados, em tese, por Luiz Carlos Martucci Junior (titular das contas @PRmalaoficial e ‘Omalaoficial’), Paulo Cezar de Andrade Prado (proprietário do blog ‘Blog do Paulinho’) e o titular da conta @hugomilgrau4, contra Adriano Noccioli Monteiro Alves.”
“A vítima não ajuizou ação penal privada, conforme certidão de fls. 147.”
“Assim, decorrido o prazo para propositura de ação penal privada (art. 103 do CP e art. 38 do CPP), operou-se a decadência, não restando outra solução senão a declaração da extinção da punibilidade dos autores do fato Luiz Carlos Martucci Junior e Paulo Cezar de Andrade Prado, com fundamento no artigo 107, inciso IV, do Código Penal.”
Sem intimidar ninguém — mas cooptando a muitos — Adriano Monteiro Alves, apesar do vexame e dos graves indícios que cercam sua participação no negócio TAUNSA, além da indicação da REAG, investigada por supostamente lavar dinheiro do PCC, para administrar recursos do estádio de Itaquera, segue prestigiado no Corinthians, influenciando decisões do departamento de marketing e também de outras operações do clube.
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Nossa defesa é realizada pelo escritório Flora, Matheus & Mangabeira Sociedade de Advogados, com financiamento da ONG inglesa Media Defense.



Mas foi vc Paulinho o primeiro a entregar a identidade do Pastor Mala.
Você de alguma forma ajudou os bandidos.
Sem falar que você apoiou voto ao André Negão, mesmo tendo denunciado tudo dele.