Conselheiros contrários à democratização eleitoral preparam golpe no Corinthians

Segunda-feira (09), deverá ser votada, em reunião de conselheiros, em meio a diversas alterações estatutárias, a possibilidade de ampliação do número de votantes nas eleições do Corinthians, tornando eleitores os membros do programa Fiel Torcedor.

Há, porém, um ardil sendo arquitetado.

Com a confirmação de que os votos serão abertos — ou seja, com o votante identificado —, conselheiros com pouca coragem, mas imensa ausência de vergonha, passaram a trabalhar a seguinte alternativa: votar a favor na reunião do Conselho, mas contra no pleito decisivo, que é a assembleia geral de associados — neste caso, sob escrutínio secreto.

Mais do que isso: estão realizando campanha, dentro e fora do Parque São Jorge, contra a democratização alvinegra.

E não se trata de peso pequeno.

Aproximadamente 300 conselheiros deverão votar na Assembleia, boa parte deles ligada a funcionários — também associados — que lhes devem favores, incluindo o emprego.

Como combater esse golpe?

O Blog do Paulinho pensou numa solução.

Aproveitando que os conselheiros estão em momento democrático, bastaria desobrigá-los de comparecer à assembleia geral, computando seus votos, à parte, da maneira como manifestados no Conselho — salvaguardando, evidentemente, o direito de mudança de opinião.

Haveria alguém contrário à ideia?

Não há, no Estatuto, impedimento para esse regramento.

Seria mantido o direito a voto em condições pré-estabelecidas que poderiam, inclusive, ser referendadas amanhã, durante a reunião, também em manifestação no microfone.

Não seria a solução total para o ardil — porque os golpistas, ainda assim, teriam ingerência sobre outros eleitores —, mas amenizaria.

Seriam quase 300 votos livres de enganação.

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