Pinóquio no banco do Palmeiras?

Pra variar, o treinador do Palmeiras se meteu em confusão em mais uma partida do clube — desta vez contra o Guarani.

E nem era Abel Ferreira, contumaz protagonista de polêmicas.

Expulso na rodada anterior, o português deu lugar ao conterrâneo João Martins, seu auxiliar, tão mal-educado quanto.

Ao comportamento, soma-se também a mentira.

Questionado sobre os problemas disciplinares em que se envolveu no jogo contra o Bugre, o sujeito respondeu:

“Há uma ética que temos. Nunca tivemos um problema com o banco do adversário, porque ali são duas equipes querendo o melhor possível para sua equipe. Temos com árbitro, mas não com banco.”

“(…) Tenho sangue quente e meus limites. Peço desculpas. Sei que passei dos limites e nada justifica, mas vou arcar com as consequências do meu ato. Primeira vez que tivemos problema com o banco adversário.”

São tantas as imagens e relatos, ao longo dos anos, que desmentem não apenas a alegada preocupação com a “ética”, mas também o suposto respeito ao banco adversário, que as declarações chegam a soar constrangedoras.

Coisa de Pinóquio.

Trabalho à parte — uns gostam, outros não — não me recordo de outra comissão técnica tão desequilibrada, mal-educada e desrespeitosa com árbitros, público e adversários.

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