Ex-diretor do Corinthians enrolado, também, no esquema do banco Master

A operação que levou o Banco de Brasília (BRB) a se tornar sócio indireto de mais de 100 restaurantes e quatro shoppings, após absorver ativos do Banco Master, recoloca em evidência um personagem recorrente em negócios nebulosos.
Trata-se de Pedro Silveira, ex-diretor financeiro do Corinthians.
Presidente do grupo Alife Nino, um dos principais ativos envolvidos na operação, o cartola surge no epicentro de uma estrutura que mistura fundos de investimento, bancos sob suspeita e relações societárias fajutas.
A entrada do BRB nesses fundos ocorreu como consequência direta do rombo provocado por títulos fraudulentos vendidos pelo Master.
Silveira possui uma trajetória marcada por controvérsias.

Ex-CEO da XP Internacional, foi investigado nos Estados Unidos por acusações de fraude.
O processo segue em curso.
Episódio que culminou em seu desligamento da empresa.
No Brasil, os problemas continuaram.
Silveira foi diretor financeiro do Corinthians numa das gestões mais corruptas da história do clube — período em que o então presidente deixou o cargo acusado de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Nessa condição, entre outras práticas, facilitou manobras da REAG, acusada de lavar dinheiro do PCC, no Arena Fundo.
Numa delas, houve a transferência de controle e de receitas futuras do estádio para um fundo privado gerido pela administradora investigada.
A REAG também aparece citada no esquema Master–BRB.
A associação do Banco de Brasília a fundos que envolvem empresas presididas por Silveira é tratada pela Polícia Federal como potencialmente criminosa.
Apesar disso, o cartola segue ativo nos bastidores do clube.
Atua pela viabilização de uma SAF que recolocaria no Parque São Jorge vários dirigentes que, com ele, ajudaram a empurrar o Corinthians para uma dívida próxima de R$ 3 bilhões — além de arrastar a marca para as páginas policiais.

