Detalhes dos contratos que garantiram R$ 760 mil (e não R$ 500 mil) ao filho de Lula no Corinthians

A “Operação Lava-Jato” da Polícia Federal já tem em mãos detalhes dos contratos assinados por Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, com o Corinthians, que garantiram-lhe retirada de R$ 760 mil (falava-se em R$ 500 mil), sem que precisasse comparecer para trabalhar.
Nascido em 22/03/1985, portador do CPF nº 339.744.178-18 (número tornado público pela Justiça Federal) e do RG 34.003.838-X (expedido em 18/06/2009), Lulinha teve sua CTPS nº 052586 (expedida em 2006) e PIS nº 13760694771 (emitido em 04/02/2010) registrados pelo Timão em agosto de 2009, para exercer a função de auxiliar de Preparador Físico, recebendo R$ 15 mil mensais de salário.
A contratação foi informada em memorando datado de 31/07/2009, assinado pelo funcionário alvinegro, Saulo Magalhães e pelo delegado Mario Gobbi (atendendo a pedido do agora deputado federal Andres Sanches (PT)).
Lulinha, em verdade, exercia a função de companheiro de balada de Sanches, com dinheiro suficiente para estar sempre ao lado de boas profissionais, conforme comprovamos em matéria que pode ser conferida no link abaixo (com vídeo):
Andres Sanches e o filho de Lula na “farra” da administração de futebol do Corinthians
Em 02/08/2010, a pedido do filho de Lula, o Corinthians assinou sua demissão, com rescisão formalizada em 11/08/2010, recebendo a título indenizatório a quantia líquida de R$ 20.475,19, depositados no BRADESCO, Agência 3246-8 (localizada à Rua Marechal Deodoro 1322 – São Bernardo do Campo – SP), c/c 0000401-4.
De maneira inusual, o procedimento bancário se deu em 10/08/2010, quando a rescisão inexistia.
Onze meses depois, em 08/07/2011, novamente a pedido de Andres Sanches, o Corinthians assinou contrato com a empresa LFT MARKETING ESPORTIVO LTDA (investigada por corrupção pela Polícia Federal), com a rubrica do acovardado delegado Gobbi.
Pelo documento, Lulinha teria direito a receber R$ 20 mil mensais, pagos até o décimo dia do mês subsequente, mediante apresentação de Nota Fiscal.
Ou seja, apesar da obrigação prevista de divulgação de projetos ligados a formação de atletas da base, continuaria a receber sem trabalhar (conforme confirmou o ex-dirigente de Marketing Luis Paulo Rosenberg), com acréscimo de rendimento, mas, como pessoa jurídica, não sofreria os descontos previstos pela CLT.
Havia uma data determinada para encerramento do acordo, que era 09/07/2012, porém, no dia 13/07/2012, o delegado Mario Gobbi, cumprindo ordens, assinou aditivo prorrogando o contrato (sem que negócio algum tenha sido apresentado) até 31/12/2013.
Nem mesmo a clausula 4.1 do referido documento, que diz expressamente que a renovação só poderia se dar com 15 dias de antecedência foi respeitada.
Resumindo, em vez dos R$ 500 mil que, pensava-se, Lulinha havia recebido do Corinthians sem trabalhar, na verdade, somando-se R$ 180 mil do período de CLT aos R$ 580 mil da LFT Marketing, o total geral atinge R$ 760 mil.
Anteontem, conselheiros de oposição do Corinthians publicaram manifesto, protocolado, depois, no CORI e no CD do clube, exigindo esclarecimentos diversos, desde o pagamento de R$ 500 mil realizado pela ODEBRECHT, que a Polícia Federal trata como criminoso, ao vice-presidente André Negão, até assuntos como a transação nebulosa de Ralf para a China e as contas do estádio (nunca prestadas adequadamente).
Deve haver espaço para mais esta pauta, que, em breve, terá que ser explicada, também, no âmbito da Operação Lava-Jato.
