As Brabas vencem apesar da diretoria do Corinthians

Desde a ascensão de Augusto Melo à presidência do Corinthians, quando a direção do departamento de futebol feminino foi entregue a uma dirigente desqualificada — no sentido de incapacidade profissional — para a manutenção de acordos políticos, tornou-se notório o declínio técnico da vitoriosa equipe alvinegra.
A diretoria foi mantida, pelas mesmas razões, por Osmar Stabile.
Ainda assim, a camisa pesa, e o Timão está na final do Mundial de Clubes.
Apesar da diretoria, como revelou Gabi Portilho, ex-atleta alvinegra, em entrevista:
“(…) é difícil você torcer por algo (o Corinthians) que não está sendo bem feito, e não está sendo bem justo.”
“Saí de lá em 2024, e saí porque não era um lugar que me fazia mais feliz.”
“Pessoas que não entendem o tamanho do clube e que agem… é difícil falar, não quero ficar falando de pessoas.”
“Essa vitória mascara muita coisa.”
“Espero, de verdade, que o Corinthians pague as meninas, porque isso muda a vida delas.”
De fato, o futebol feminino não tem sido prioridade — apesar de extremamente vitorioso — para os presidentes recentes do clube.
São vários os relatos de atrasos salariais e de deterioração das condições de trabalho, ao mesmo tempo em que outras demandas seguem sendo atendidas com recursos do Corinthians.
