Ex-presidente do Santos passa vergonha ao intimidar jornalista

A Justiça de São Paulo extinguiu o pedido de notificação para explicações apresentado pelo maçon e policial Orlando Rollo, ex-presidente do Santos, contra Jorge Iggor Collaro, da GETV.
O cartola, que, recentemente, foi preso sob acusação de extorquir traficantes internacionais – liberado após erro processual da corregedoria – alegava ter sido difamado por declarações feitas em vídeo publicado no YouTube, em agosto de 2025.
“O Orlando Rollo não é um exemplo de competência como gestor de futebol, como dirigente. O que agrega um cara desse ao clube? O Santos precisa de profissionalismo.”
Trata-se, evidentemente, de uma tentativa de intimidação.
Não há nada sequer próximo de difamação na manifestação crítica do jornalista, ao analisar condutas notoriamente amadoras do dirigente.
De forma desprovida de razoabilidade, Rollo alegou que o conteúdo teria provocado comentários negativos, transtornos psicológicos e receio quanto à sua integridade física.
O Ministério Público manifestou-se contra o pedido, sustentando que não havia ambiguidade, dubiedade ou equivocidade nas declarações.
Ao decidir, o juiz acompanhou o parecer e concluiu que as falas são claras e objetivas, não cabendo o uso do pedido de explicações — medida cautelar destinada apenas a situações de dúvida quanto à intenção ofensiva.
