Até quando o Palmeiras tapará o Sol com a peneira?

Ontem, a Polícia Federal esteve na residência e nos escritórios de João Carlos Mansur, fundador da REAG, empresa investigada sob suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Desta vez, a apuração envolve transações criminosas com o banco Master.

O empresário está no exterior.

Hoje, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação da REAG.

Em nota, o BC informou:

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.”

“Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.”

Apesar disso, Mansur segue como membro do COF do Palmeiras, principal órgão de fiscalização do clube.

Não fosse o escândalo, ele seria o candidato à presidência apoiado por Leila Pereira — que decidiu, provavelmente em razão do episódio, acelerar o lobby pelo terceiro mandato.

Juventus e Portuguesa, que mantinham SAFs firmadas com a REAG, rescindiram os contratos imediatamente após o surgimento das primeiras operações policiais.

O Palmeiras, por sua vez, segue ignorando os noticiários, tapando o sol com a peneira.

Se a presidente Leila parece não se importar em, aparentemente, proteger o aliado suspeito, cabe aos conselheiros do clube tomar providências para impedir que o Palmeiras mantenha em seus quadros esse tipo de figura.

O que os impede de fazê-lo?

Ou os cofistas não se incomodam em dividir os trabalhos com um conselheiro acusado de operar finanças ligadas ao PCC e ao banco Master?

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