Com Neymar e Gabigol, o Santos se prostitui

O Santos, como era previsível em uma gestão com a cabeça nos anos 1990 e o bolso dos cartolas sempre atualizado, renovou o contrato de Neymar até o fim de 2026 e contratou Gabigol, que embolsa muito e há tempos não produz.

Duas burradas logo no início do ano.

Neymar tem um objetivo único: disputar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

Para alcançá-lo, acredita que bastará passar ileso pelo fraco Paulistinha, competição em que, apesar de óbvios lampejos técnicos, inevitavelmente enganará o torcedor do Peixe.

Seja qual for o desfecho da convocação, o ano do “Peter Pan” — no Santos — terminará em junho.

Se ficar fora da lista, terá de curar a depressão no extracampo.

Se for à Copa, vencendo ou perdendo, não retornará motivado para o segundo semestre, seja pelo ápice, seja pelo fracasso.

Analisar Gabigol é ainda menos complexo.

O clube jogará dinheiro no lixo ao investir em um atleta preguiçoso, indisciplinado e que acredita ser mais jogador do que realmente é.

Nunca foi.

Fracassou na Europa e também na Seleção Brasileira.

Seu único período relevante ocorreu como peça de um Flamengo milionário, que jogava por música.

Talvez — enfatize-se o termo, diante da notória falta de vontade — consiga algum destaque no Paulistinha, mas não tem mais nível para competições superiores aos estaduais.

O Santos se prostituiu.

Servirá aos interesses de dois cafetões — no sentido esportivo de aproveitadores — que utilizarão o clube para fins pessoais, alheios às reais necessidades da agremiação.

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