TV de conselheiro do Corinthians opera sem nenhum anunciante

Quatro meses depois de estrear na TV aberta com pompa de “inovação”, o canal esportivo XSports segue sem um único anunciante comercial.
Os intervalos são preenchidos por chamadas da própria grade e inserções da Kalunga — grupo que controla o canal.
Nada além disso.
A Kalunga tem como proprietário Paulo Garcia, conselheiro do Corinthians, personagem que manda no presidente Osmar Stabile — o que talvez ajude a explicar o fracasso administrativo da gestão.
Até agora, a XSports, que contratou nomes relevantes da mídia, sobrevive basicamente do bolso do próprio controlador — ou, quem sabe, auxiliando no fluxo financeiro de transações de jogadores ligados à família, hipótese que, em tese, poderia justificar uma operação cara e sustentada sob evidente prejuízo.
Se método ou pura incompetência, apenas investigações mais profundas poderão esclarecer.
Fato é que a Kalunga também enfrenta problemas financeiros e, ainda assim, segue operante — embora sem conseguir enganar a CVM, que há anos lhe nega autorização para abrir capital na bolsa de valores.
O Corinthians, neste momento, está nas mãos dessa gente.
Osmar Stabile atua como fantoche, satisfeito com o acréscimo do cargo de presidente do Timão a uma biografia até então irrelevante, permissiva a negócios chancelados por Garcia.

Paulinho, aparentemente a Xsports é na prática uma sucursal gratuita da ESPN, com o CNPJ do canal 32 funcionando de facto como arrendatário.
Talvez não seja de bom tom postar os links, mas você pode pesquisar sobre como recentemente a Disney restringiu os canais ESPN aos planos mais caros, e ao mesmo tempo inseriu a Xsports no plano básico.
Indícios de que provavelmente trata-se de um canal aberto Disney, mas sem passar pela burocracia de adicionar um acionista estrangeiro que, lembremos, só pode ter no máximo 30% de participação formalmente.
Quanto à falta de anunciantes, esse é um problema que afeta até mesmo a ESPN. Por muito tempo, era fácil perceber que os anunciantes dela se restringiram a empresas americanas, acordos firmados diretamente nos EUA sabe-se lá sob quais termos. E, recentemente, algumas bets. A coisa já está feia faz tempo.