A ‘ressalva’ de Ezabela ao novo Estatuto do Corinthians

Iniciaram-se as reuniões públicas para discutir modificações no Estatuto do Corinthians, divididas por temas e distribuídas em datas distintas.

Logo na primeira delas, o Centrão mostrou a que veio.

Quando entrou em pauta a proibição da contratação de parentes de conselheiros, Felipe Ezabella afirmou ser favorável “com ressalvas”.

Ao justificar, disse que o clube deveria analisar “caso a caso”.

Na prática, é contra a proibição — mas sem coragem para explicitar a posição.

Há, ao menos, coerência do conselheiro na defesa desse tipo de privilégio.

Exemplos não faltam: há anos, um parente de Rozallah Santoro trabalha como advogado do Corinthians.

O próprio Ezabella, na condição de procurador, embolsou dinheiro do volante Elias, ex-atleta do clube.

Até recentemente, o médico da equipe profissional também era ligado ao Centrão.

E por aí vai.

Para aqueles que realmente pretendem melhorar o Corinthians, não será simples enfrentar quem discursa moralidade, mas, por dinheiro ou conveniência política, precisa manter tudo exatamente como está.

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