A conselheira vitalícia, o Corinthians e o dinheiro

Chama a atenção, no natimorto projeto SAFIEL, não apenas o dinheiro investido em divulgação — incluindo repasses a jornalistas e influenciadores —, mas também a adesão de figuras que, historicamente, vociferavam contra a transformação do futebol do Corinthians em SAF.
Uma delas, a conselheira Miriam Athiê, em discurso, foi além.
Com a desfaçatez de quem transita, há décadas, pelo submundo da política paulista — rápida busca no Google pode ser reveladora — expôs seus pares do Conselho Vitalício como “cânceres” do clube, poupando, evidentemente, a si mesma e ao banqueiro Manoel Cintra, ex-vice-presidente de Andrés Sanchez.
A conselheira afirmou que entregaria sua carteirinha — o que não ocorreu — e, ao final, gritou “sou SAFIEL”, não “Corinthians”.
Athiê, verdadeiramente, está ao lado do dinheiro.
Outro crítico da SAF que mudou de posição foi Alê, presidente dos Gaviões da Fiel, citado no discurso de Athiê, embora ela, nos bastidores, trate membros de torcidas organizadas como marginais.
O mencionado apoia o projeto, assim como apoiou Augusto Melo.
Coincidência?
O financiador da SAFIEL é sobrinho de Athiê, doou para a campanha de Augusto e levou ao palco boa parte dos integrantes do grupo que ocupou cargos na gestão hoje tratada pela Justiça como criminosa, lavadora de dinheiro e ladra.
