Novo executivo da Base do Corinthians teve problemas com contas em Santa Catarina

Ao demitir o executivo Alex Brasil – oriundo da gestão Augusto Melo – e trazer Erasmo Marcelo Damiani, ex-Botafogo, para ocupar a vaga, o Corinthians economizará R$ 25 mil mensais em salários: a remuneração cairá de R$ 85 mil para R$ 60 mil.

A contratação foi articulada pelo conselheiro Fran Papaiordanou, que, embora sem cargo oficial na diretoria, atuou diretamente na negociação.

Se, do ponto de vista financeiro, a mudança soa positiva, administrativamente pode levantar questionamentos.

Damiani carrega no currículo passagens pela CBF e pelo Palmeiras, de onde saiu bem avaliado, além de um período no Athletico-PR, quando atuou como chefe dos ‘olheiros’ e estreitou relações com o agente de jogadores Fernando Alba, que posteriormente viria a ser diretor da base corintiana.

Hoje, segundo fonte, talvez por desacordos comerciais, a relação estaria estremecida.

O novo executivo também teve problemas com o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC).

Ele foi denunciado por falhas na prestação de contas de convênios entre a Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis e a Associação dos Mesatenistas de Florianópolis.

Em voto do conselheiro relator Luiz Roberto Herbst, datado de 19 de fevereiro de 2019, as contas foram reprovadas, e Damiani condenado ao pagamento de multa.


Erasmo Damiani

Abaixo, o resumo:

Em 2012, a FME celebrou convênio no valor de R$ 105.000,00 com a AMF para custear atividades de treinamento, uniformes, materiais, equipamentos e participação de atletas da modalidade tênis de mesa

O relatório de controle apontou falhas importantes nas prestações de contas e sugeriu responsabilização dos gestores da FME e da Associação.

Foram identificados três principais problemas:

    • A comprovação de despesas por meio de recibos genéricos em vez de notas fiscais ou documentos adequados, o que gerou um potencial dano ao erário de R$ 79.220,00;

    • A falta de prestação de contas de parcelas no montante de R$ 10.800,00;

    • A liberação de parcelas seguintes antes da apresentação da prestação de contas da parcela anterior — irregularidade identificada no procedimento de acompanhamento do convênio.

O TCE-SC julgou irregulares as contas referentes ao convênio, mas sem imputação de débito (isto é, sem exigir ressarcimento imediato) para o valor total do convênio

Foi aplicada multa a três responsáveis:

  • R$ 2.000,00 ao Sr. Édio Manoel Pereira (Superintendente da FME no período 01/01/2012-04/04/2012 e 15/10/2012-31/12/2012);
  • R$ 2.000,00 ao Sr. Erasmo Marcelo Damiani (Superintendente da FME no período 04/04/2012-15/10/2012);
  • R$ 2.000,00 ao Sr. Gilmar Magaton Aleixo (Presidente da AMF à época);

Foi também determinada comunicação da decisão aos responsáveis e ao gestor atual da FME.

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