A destruição do Juventus

O Juventus protocolou notícia-crime na Polícia Civil contra ex-dirigentes sob suspeita de desviarem R$ 2,3 milhões que deveriam financiar obras de conservação no estádio da Rua Javari.
Os valores foram liberados há três anos pela Prefeitura de São Paulo, em conformidade com a legislação que prevê o benefício decorrente da venda do potencial construtivo da sede do clube.
A verba, porém, teria sido utilizada para pagamento de supostos empréstimos tomados em nome da agremiação.
Investiga-se, agora, se parte do dinheiro não foi destinada a bolsos de terceiros.
Há ainda a possibilidade de o Juventus, além de ter sido lesado em R$ 2,3 milhões, ser obrigado a pagar uma multa de R$ 5,3 milhões — proposta pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas — em razão da má utilização dos recursos e do descumprimento do acordo de reforma.
No inquérito, que tramita na 4ª Delegacia de Investigações sobre Lavagem ou Ocultação de Bens e Valores, o clube solicitou o afastamento preventivo de diversos cartolas, entre os quais o ex-presidente Antonio Ruiz Gonsales, o ex-vice Paulo Troise Voci, o ex-diretor de futebol Raudinei Anversa Freire e o ex-presidente do Conselho, também Paulo Troise Voci.
É pouco.
O Juventus amarga, há anos, o ostracismo esportivo e a decadência patrimonial — um contraste marcante em relação ao passado, quando era tratado como exemplo de gestão entre os clubes paulistas.
Tudo isso pela ação deletéria, quando não desonesta, daqueles que foram eleitos para salvá-lo.

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