Somente 26 conselheiros votaram contra a ilegalidade orçamentária do Corinthians

Ontem, o Corinthians viveu mais um episódio em que seu péssimo Conselho Deliberativo — a pior composição da história — decidiu aliar-se à ilegalidade para proteger aqueles que sustentam seus privilégios.
Dos pouco mais de cem votantes, apenas 26 rejeitaram a revisão orçamentária que autoriza a diretoria a ampliar o déficit de 2025, antes previsto como superavit.
Passe livre para a gastança.
Os que votaram contra defendiam a devolução do projeto para reavaliação, com foco na redução de custos e despesas.
Entre eles, Roque Citadini, Marcelo Mandel, Yun Ki Lee, Fernando Perino, Wilson Canhedo Jr. e Cyrillo Cavalheiro Neto — articuladores da proposta.
Agora na oposição, o presidente do Conselho alertou os votantes sobre a responsabilização pessoal, prevista em lei, daqueles que contribuírem para o descalabro financeiro do clube.
Foi ignorado.
Chamou a atenção o boicote da Renovação e Transparência à votação.
Nenhum de seus principais líderes apareceu.
Nem mesmo os ex-presidentes Andres Sanchez, Mário Gobbi, Roberto Andrade, Duílio “do Bingo” ou os presidenciáveis Jorge Kalil e André Negão, além do ‘engavetador’ Alexandre Husni.
Talvez por vergonha.
Com os recebíveis futuros já adiantados, sem fluidez de caixa e com a gastança liberada pelo Conselho, a bola de neve alvinegra tende a aumentar — tornando ainda mais distante qualquer possibilidade de recuperação financeira.
