Em 2022, o Blog do Paulinho revelou possível ligação do ‘Posto Corinthians’ com o PCC

Os três postos de combustíveis que utilizam, com autorização do clube, a marca Corinthians para operar — sendo apresentados como produtos oficiais da agremiação — e que são alvos de operação da Polícia e do Ministério Público de São Paulo contra o PCC, foram negociados durante a gestão de Andrés Sanchez, embora os contratos tenham sido firmados por seu sucessor, Duílio do Bingo.
Em 2022, o Blog do Paulinho, em matéria intitulada “Facção criminosa ronda parceria com o Corinthians”, revelou a possível ligação desses empreendimentos com o PCC.
Relembre:
Facção criminosa ronda parceria do Corinthians com postos de combustíveis –
Daquela matéria, destacamos os seguintes trechos:
O posto temático do Corinthians, no papel, está registrado em nome de Luiz Ernesto Franco Monegatto, apontado no site da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes como muito próximo da principal facção criminosa de São Paulo.
Diz trecho da postagem:
“Conhecidas por driblar a fiscalização de órgãos reguladores, sonegar milhões em impostos no mercado de combustíveis e pela proximidade com a principal facção criminosa de São Paulo, o PCC, a distribuidora Aster e a formuladora Copape estão prontas para invadir o mercado de combustíveis do Rio de Janeiro”
“Reportagens publicadas por O DIA nos últimos meses destrincharam como as empresas sonegavam impostos e até a descoberta da instauração de inquérito pela Polícia Civil de São Paulo por adulteração de etanol anidro encontrado em tanque da Copape em Guarulhos”
“Desde meados de 2020, a Copape é administrada por Renato Steinle de Camargo e Luiz Ernesto Franco Monegatto”
“De acordo com fontes do mercado, que pediram para não se identificar, “os preços praticados pela empresa estão abaixo do custo de mercado com margem negativa que pode chegar a R$ 0,20 por litro””
“Segundo relatos, o procurador dessas empresas, que consta em alguns processos por elas enfrentados, é também o advogado da rede de postos Mohamed, suspeita de ter dentre seus sócios integrantes da facção criminosa. Outra ligação com a facção é o mentor intelectual da operação das empresas Aster e Copape, conhecido como “Beto Louco””
No link a seguir a publicação pode ser conferida, na íntegra:
No período em que o ‘Posto Corinthians’ foi constituído em seu nome, Monegatto – que possui quase uma dezena de estabelecimentos deste ramo registrados -, coincidentemente, tornou-se administrador da empresa que possui, segundo a Fecombustíveis, ligação com notória facção criminosa.
Pedro Furtado, Himad Mourad e Luiz Ernesto Franco Monegatto — investigados pela Operação Carbono Oculto por lavagem de dinheiro do crime organizado e que constam nos contratos sociais dos empreendimentos — não poderiam, salvo em caso de facilitação direcionada, ter passado despercebidos pelo setor de compliance alvinegro, tamanha a extensão dos registros de suas vidas delituosas.
Neste caso, não apenas os ex-presidentes devem ser questionados — e investigados —, mas também os colaboradores jurídicos responsáveis pelo aval do acordo.

Outro ponto que merece atenção dos investigadores: à época da concessão desses postos, era voz corrente que Andrés Sanchez e o lateral Fagner seriam sócios ocultos dos negócios.
Ambos, coincidentemente, são proprietários de empresas do mesmo segmento em São Paulo — Sanchez, em um dos casos, em sociedade com o notório bicheiro Jaça.
Em 2022, o Blog do Paulinho alertou:
Recentemente, uma segunda unidade foi inaugurada, à Avenida São Miguel nº 6357, também na Zona Leste paulistana.
Este novo posto está localizado a apenas 4 km de distância do ‘Centro Automotivo Largo Vitória’, sediado à Rua Marechal Tito nº 1.118, e do ‘Centro Automotivo Largo de Michigan’, na Rua Itigunçu nº 853, ambos de propriedade do jogador Fagner.
Fagner é dono ainda do ‘Centro Automotivo Thomas Edison’, à Avenida Thomas Edison nº 700 (esquina com Av. Ordem e Progresso), e do ‘Auto Posto Hldl’, na Avenida Marquês de São Vicente nº 715, Anexo 725.
Se a ligação de Andrés Sanchez e do lateral Fagner com os postos da marca Corinthians ainda precisa ser comprovada — embora não a familiaridade de ambos com negócios do ramo —, é fato que o clube, mediante uma pesquisa mínima, tinha a obrigação de saber que negociava com “empresários” acusados de integrar o PCC.
Se, ciente disso, ainda assim firmou contrato, todos os envolvidos são suspeitos, no mínimo, de facilitação à prática criminosa — com o agravante de arrastarem o nome do clube para mais um mar de lama.
