Leila Pereira trabalha para Abel Ferreira ou é presidente do Palmeiras?

Antes da importante vitória do Palmeiras contra o River Plate, que garantiu a presença do clube em mais uma semifinal da Copa Libertadores da América — obrigação natural para quem possui um dos elencos mais caros do continente —, a presidente Leila Pereira declarou:
“O contrato é de dois anos. Ele (Abel Ferreira) vai ficar até 2027 e, se não quiser continuar, a gente encerra numa boa.”
“Esse contrato de dois anos que temos não prevê multa, nem para ele nem para nós. Ele vai ficar no Palmeiras, porque tenho certeza de que é feliz aqui, confia na presidente e no clube.”
À luz das alegrias esportivas, os torcedores, por ora, não se incomodarão.
Analisado friamente, porém, trata-se de submissão em desfavor do Palmeiras, à qual a presidente do clube não deveria se curvar, como também se envergonhar de declarar publicamente.
O trabalho de Abel é compatível com o investimento realizado pelo clube?
Há controvérsias.
O medo de buscar novas alternativas — evidentemente avaliadas conforme o perfil do clube, ao qual o treinador português não se adequa, por ser defensor de um pragmatismo sem encanto — pode estar limitando o Palmeiras.
Ainda que com êxitos notórios, o time poderia conquistar ainda mais títulos e servir também de referência afetiva ao amante do bom futebol.
Todos se lembrarão dos troféus de Abel.
Mas alguém recordará uma de suas equipes como entre as melhores da história palestrina?
